Alta dos combustíveis provoca protestos em Síria, Guatemala, Portugal, França e Filipinas; preço do petróleo ultrapassa US$ 100 o barril
há 1 dia
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A guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, elevou os preços globais do petróleo para acima de US$ 100 o barril — e a conta chegou às ruas. Em países da Ásia, América, Europa e Oriente Médio, populações saíram para protestar contra o aumento dos combustíveis, que encarece o transporte, a alimentação e o custo de vida inteiro. Os ataques a petroleiros no Golfo Pérsico e a retomada de combates no Iêmen ameaçam a navegação no Estreito de Bab el-Mandab, mantendo os preços em patamar elevado.
Na Síria, o governo aumentou o preço do diesel em cerca de 40% e o da gasolina em mais de 25%. A medida desencadeou as maiores manifestações desde a queda do regime de Assad, há dois anos. Em Aleppo e em outras cidades, manifestantes bloquearam rodovias e queimaram pneus. "Não queremos salários mais altos, queremos combustível mais barato", disse um dos participantes. O governo justificou a alta pela elevação dos custos internacionais e por manutenção na refinaria de Baniyas.
Na Guatemala, caminhoneiros e moradores bloquearam estradas em todo o país. O Congresso discute projeto que fixaria um teto de preços até o fim do ano, com subsídio do governo aos importadores. "O diesel é o motor que move esta economia", afirmou o presidente do Legislativo.
Em Portugal, cerca de 80 pessoas marcharam na cidade de Espinho até a residência do primeiro-ministro, cobrando soluções para o custo de vida. A Liga dos Bombeiros alertou que os custos com combustível estão se tornando insustentáveis para as corporações de voluntários. O governo anunciou pacote de auxílio para transportadores, taxistas, bombeiros e entidades sociais.
Na França, pescadores bloquearam um depósito de combustível em Fos-sur-Mer, no sul do país, cobrando resposta urgente do Estado. Nas Filipinas, o grupo de transportadores Manibela deflagrou greve e pede eliminação de impostos sobre combustíveis. A alta de 5,68 pesos por litro de gasolina foi anunciada dias antes. Em março, milhares já haviam marchado em Manila contra o impacto da guerra no custo de vida.
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