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Altmin anuncia investimento de US$ 40 milhões em Minas e amplia produção de lítio, fortalecendo cadeia de baterias e energia

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O Governo de Minas acompanhou nesta última quinta-feira (12/2) o anúncio do aporte de US$ 40 milhões (cerca de R$ 220 milhões) da empresa indiana Altmin na Companhia Brasileira de Lítio (CBL). A aquisição de 33% da planta de refinaria da CBL, localizada em Divisa Alegre, no Norte de Minas, será totalmente destinada à ampliação da produção de hidróxido de carbonato de lítio, insumo essencial para baterias.
O investimento representa um avanço estratégico para a cadeia produtiva do lítio em Minas Gerais, fortalecendo a etapa de refino químico — um segmento crucial do downstream, voltado à fabricação de insumos para veículos elétricos e acumuladores de energia. Com a expansão, a capacidade da refinaria saltará de 2 mil para 6 mil toneladas anuais do principal componente químico usado em baterias.
Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, o investimento reforça o protagonismo do estado na transição energética: “Estamos falando de mais valor agregado, mais empregos e mais protagonismo internacional para o estado. É desenvolvimento que chega ao território, gera oportunidades reais e posiciona Minas no centro da nova economia global”.
A parceria entre CBL e Altmin teve início durante o Brazil Lithium Summit 2024, evento promovido pela Invest Minas que estimulou networking e cooperação internacional no setor. Para o diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Ronaldo Barquette, a negociação evidencia como o governo estadual tem transformado o Vale do Jequitinhonha em uma vitrine global de oportunidades.
O projeto Vale do Lítio, lançado em 2023, é coordenado pela Sede-MG em parceria com municípios e setor produtivo, com foco na atração de empresas, qualificação profissional e infraestrutura. Desde então, já impulsionou bilhões em investimentos e milhares de empregos, consolidando a região como polo estratégico da transição energética. Minas Gerais concentra a maior reserva nacional de lítio e responde por mais de 90% das exportações brasileiras do mineral.
O aporte da Altmin também fortalece a verticalização da produção, garantindo competitividade internacional à indústria instalada no estado. Com os 33% adquiridos da refinaria da CBL, a empresa produzirá parte do carbonato de lítio grau bateria, insumo de alta pureza utilizado em cátodos de baterias. Para o CEO da CBL, Vinícius Alvarenga, a empresa se destaca como a primeira fora da China com capacidade industrial para produção de compostos de carbonato de lítio grau bateria: “Esse know-how foi desenvolvido com pesquisa e com o talento de nossa equipe. Isso chamou a atenção de empresas internacionais dispostas a participar desta cadeia de suprimentos conosco. Seguiremos firmes no desenvolvimento da empresa e em outras expansões”.

Sobre as empresas
Fundada em 1985, a CBL realiza operações integradas de extração e refino químico de lítio e é a única fora da China capaz de produzir carbonato de lítio grau bateria com pureza superior a 99,8%. A Altmin é uma empresa tecnológica indiana dedicada ao desenvolvimento de materiais para baterias e à consolidação de cadeias produtivas ligadas à mobilidade elétrica e armazenamento de energia.

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Gazeta de Varginha

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