André Mendonça deve enviar Daniel Vorcaro para presídio comum caso PGR rejeite delação
15 de jun.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá determinar a transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um presídio comum caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeite a proposta de delação premiada apresentada pela defesa. A expectativa é de que a análise do órgão seja concluída nos próximos dias.
Segundo interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, a permanência de Vorcaro nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal está diretamente ligada às negociações para um possível acordo de colaboração premiada. Caso as tratativas sejam encerradas sem sucesso, a tendência é que ele deixe a cela especial e seja transferido para outra unidade prisional.
Na semana anterior, a Polícia Federal rejeitou pela segunda vez a proposta de delação apresentada pelo ex-banqueiro. A corporação comunicou formalmente sua posição e solicitou ao ministro André Mendonça a transferência de Vorcaro para um presídio comum. Diante do pedido, o magistrado determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse antes de tomar uma decisão definitiva.
A avaliação de auxiliares do ministro é de que uma eventual transferência não ocorreria de maneira automática, mas seria consequência do encerramento das negociações envolvendo a colaboração premiada. Embora não exista impedimento legal para a apresentação de novas propostas, a continuidade das tratativas dependerá exclusivamente do entendimento dos investigadores.
Nos bastidores, a defesa de Daniel Vorcaro aposta em uma posição favorável da PGR para manter abertas as negociações. O parecer do órgão é visto como um indicativo importante sobre a viabilidade de um acordo e deverá servir de base para a decisão final de André Mendonça.
Vorcaro está preso no âmbito das investigações relacionadas ao caso Master. A situação do ex-banqueiro passou a ser acompanhada de perto após a rejeição das propostas de colaboração pela Polícia Federal, aumentando a expectativa em torno da manifestação da Procuradoria-Geral da República e da decisão que será tomada pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
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