Após tragédia com mais de mil mortos, Himalaia segue em alerta; barragens naturais podem romper a qualquer momento
há 2 horas
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Reprodução/ IA
Após o desastre que já deixou mais de mil mortos e 4,4 mil desaparecidos na fronteira entre Nepal e China, o analista de Clima e Meio Ambiente Pedro Côrtes alertou que a região do Himalaia continua exposta a perigos iminentes. Em análise transmitida nesta terça-feira (1º), ele identificou níveis distintos de perigo em cinco países da cordilheira, com destaque para áreas classificadas como risco muito alto.
O Nepal e a região do Tibete são consideradas áreas de atenção crítica. Deslizamentos e detritos formaram barragens naturais ao longo dos vales — represas criadas por rochas, gelo e terra sem estrutura consolidada. Segundo o analista, esse material não oferece segurança e pode se romper de forma súbita, liberando torrentes de água e detritos rio abaixo sem aviso prévio. O Paquistão enfrenta risco alto, com alertas severos de enchentes em curso.
No Butão, um lago glacial está sob vigilância imediata, com risco elevado de transbordamento. O aquecimento acelerado das geleiras tem aumentado o volume de água acumulada nesses lagos naturais, que podem extravasar e provocar inundações devastadoras. Bangladesh também é classificada em risco alto, com lagos glaciais sendo monitorados devido ao acúmulo de sedimentos e degelo contínuo.
Na Índia, a atenção se concentra na combinação de chuvas intensas, risco de ruptura de geleiras e desprendimento de blocos de gelo — cenário que pode repetir o desastre da semana passada. Toda a região é marcada por relevo acidentado, de difícil acesso, e por um degelo acelerado nas últimas três décadas, agravado pela estação de monções e temperaturas elevadas do verão boreal.
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