EUA bombardeiam posições iranianas após tentativa de minar rota comercial e lançamento de mísseis; presidente promete resposta devastadora
há 24 minutos
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Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (1º) nova rodada de ataques contra alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã, situados nas proximidades do Estreito de Ormuz. A operação foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas (CENTCOM) e justificada pelo presidente Donald Trump como resposta a duas ações iranianas: a tentativa de instalar minas marítimas na rota de navegação e o lançamento de oito mísseis contra base militar americana na Jordânia.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump classificou os bombardeios como "justificados" e alertou Teerã: caso haja retaliação, os Estados Unidos promoverão novos ataques em escala muito superior. O presidente acrescentou que existe ainda uma ofensiva de maior magnitude em preparação e que, se acionada, poderá deixar o país em condições bastante reduzidas. Segundo a versão americana, as minas marítimas teriam sido removidas ou detonadas antes de entrarem em funcionamento.
A escalada se seguiu a trocas de fogo ocorridas entre a noite de domingo (30) e a segunda-feira (31), quando o Irã declarou ter disparado mísseis contra instalações militares americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. A ação foi apresentada por Teerã como resposta a bombardeios anteriores contra posições iranianas na Ilha de Larak. Os Estados Unidos afirmam que os projéteis lançados pelo Irã foram interceptados e neutralizados.
O Estreito de Ormuz, rota por onde transita parcela expressiva do comércio mundial de petróleo, tornou-se o principal ponto de tensão entre os dois países, com risco de interrupção do tráfego marítimo e elevação de preços globais. Ainda não há posicionamento oficial detalhado do governo iraniano sobre os novos bombardeios nem sobre as ameaças feitas pelo presidente americano.
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