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Calor extremo deixa milhares de vítimas na Espanha e Reino Unido tem verão mais quente desde 1884

  • há 1 hora
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Reprodução
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Dados oficiais divulgados nesta terça-feira (1º) confirmam que o verão de 2026 foi o mais letal já registrado na Espanha em razão do calor. O sistema de monitoramento de mortalidade MoMo, do Ministério da Saúde, estima que 5.234 pessoas morreram por causas relacionadas às altas temperaturas entre 15 de maio e 31 de agosto — o maior número da série histórica, iniciada em 2015. Somente em agosto, foram 2.149 óbitos atribuídos ao calor, segundo maior registro para o mês.
A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, sendo 1.285 pessoas com mais de 85 anos. As regiões mais atingidas foram a Catalunha, com 1.164 mortes, seguida por Valência e Andaluzia. O calor extremo agravou doenças cardiovasculares e respiratórias, sendo a população idosa o grupo mais vulnerável. A agência meteorológica espanhola AEMET alerta ainda que novas ondas de calor devem atingir o país no início de setembro, com temperaturas acima de 35°C em grande parte do território.
No Reino Unido, a agência Met Office confirmou que o verão de 2026 foi o mais quente já registrado, com dados que remontam a 1884. A temperatura média atingiu 16,5°C, superando o recorde anterior de 2025. Segundo cientistas, um verão com essas características seria cerca de 130 vezes mais provável por influência das mudanças climáticas provocadas pela atividade humana. Sem gases de efeito estufa, um evento como este ocorreria aproximadamente uma vez a cada mil anos.
A seca e o calor também afetaram a agricultura britânica, com a colheita de cereais caminhando para ser a pior desde 1984. Incêndios florestais e racionamento de água foram registrados em diversas regiões. Os cinco verões mais quentes da história do Reino Unido ocorreram após 2003, indicando uma clara tendência de aquecimento.

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Gazeta de Varginha

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