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Argentina tem greve geral e protestos nesta quinta contra reforma trabalhista; governo anuncia medidas de segurança

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Argentina enfrenta nesta quinta-feira (19) uma greve geral de 24 horas e uma série de protestos contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei, em um dia marcado por intensa mobilização sindical e debate legislativo sobre o projeto no Congresso Nacional, informou a imprensa argentina e agências internacionais. A paralisação foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a principal central sindical do país, que critica a reforma por entender que ela enfraquece direitos trabalhistas históricos e precariza as condições de trabalho.

A greve geral começou no início da quinta-feira e atinge diversos setores da economia argentina, incluindo transporte público, portuário, marítimo e outros serviços essenciais, como reflexo do protesto convocado em resposta ao projeto de reforma trabalhista que já passou pelo Senado e está sendo debatido na Câmara dos Deputados no mesmo dia.

Os protestos e a paralisação das atividades ocorrem em um cenário em que a proposta, apoiada pelo governo de Milei, pretende alterar aspectos centrais do direito do trabalho, como a redução das indenizações por demissão, a possibilidade de jornadas mais longas e mudanças em garantias tradicionais, além de limites ao exercício do direito de greve, questões que têm sido amplamente rejeitadas pelas principais centrais sindicais.

Segundo comunicados oficiais divulgados pelo Ministério da Segurança Nacional da Argentina, o governo adotou orientações específicas para a atuação da imprensa durante a cobertura dos protestos, recomendando que jornalistas, cinegrafistas e equipes evitem se posicionar entre manifestantes e forças de segurança para reduzir riscos em caso de confrontos, numa medida justificada pela autoridade como forma de resguardar a integridade de profissionais, mas que também reflete receio de episódios de violência no contexto das manifestações.

A greve geral convocada pela CGT já tem impacto na circulação de mercadorias: na região portuária de Rosário, um dos principais polos de exportação agrícola do mundo, trabalhadores marítimos aderiram à paralisação de 48 horas iniciada na quarta-feira (18), interrompendo as atividades de atracação e desatracação de navios e afetando a exportação de grãos e derivados.

A mobilização também tem reflexos no setor de transporte e aviação: em decorrência da paralisação de serviços argentinos, voos foram cancelados em aeroportos de países vizinhos, como o Brasil, e trens, ônibus e subways tiveram operação suspensa em várias cidades argentinas, gerando impactos sociais e econômicos mais amplos.

O governo de Milei, por sua vez, defende a reforma como essencial para modernizar o mercado de trabalho argentino, atrair investimentos e aumentar a formalização de empregos, enquanto sindicatos e setores da oposição denunciam que as mudanças retiram direitos conquistados ao longo de décadas. A votação no plenário da Câmara dos Deputados ocorre no contexto dessa greve e das manifestações, intensificando o clima de confronto político no país.

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Gazeta de Varginha

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