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Assessores de Trump buscam evitar escalada militar com o Irã até as eleições de novembro; bombardeios em maior escala podem vir após a votação

  • há 2 minutos
  • 2 min de leitura

Reprodução/ IA
Reprodução/ IA
Assessores próximos ao presidente Donald Trump estão pressionando para que o conflito com o Irã não se agrave antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O objetivo é impedir que a guerra impopular domine o noticiário e amplie perdas eleitorais do Partido Republicano, que defende maiorias estreitas na Câmara e no Senado. Segundo fontes da Casa Branca, caso não haja retaliação iraniana que force nova resposta, ataques em escala maior poderão ser ordenados somente após a votação.

A estratégia de "manter a calma" está, porém, cada vez mais difícil de executar. Na terça-feira (1º), os Estados Unidos atingiram alvos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz — o maior surto de combates desde julho. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra bases americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Analistas alertam que Teerã deve continuar atacando posições dos EUA e aliados no Golfo, o que pode forçar retaliação e desencadear escalada independentemente da vontade de Washington.

A prudência também tem causas práticas. Chefes do Exército, Marinha e Força Aérea alertaram o Pentágono por escrito que prolongar a guerra é insustentável: os estoques de mísseis de precisão estão praticamente esgotados e a prontidão militar em outras regiões fica comprometida. A aprovação popular ao conflito caiu para 31%, com 63% de rejeição. Eleitores também cobram o impacto econômico: os preços dos combustíveis dispararam e pesam na insatisfação geral.

Diante dos limites militares, a Casa Branca optou por intensificar a pressão econômica em vez de novos bombardeios. A estratégia combina bloqueio naval no Estreito de Ormuz e ameaça de sanções massivas a países que mantiverem comércio com o Irã. A China, porém, já sinalizou que não vai aderir ao isolamento, o que reduz a eficácia da medida. O Irã, por sua vez, resiste após décadas de sanções e pode usar a própria pressão econômica dos EUA como justificativa para novos ataques.

O próprio Trump representa fator de incerteza. Embora tenha declarado publicamente que as eleições não definem suas decisões, sua taxa de aprovação caiu de 40% para 33% desde o início do conflito. Enquanto o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio defendem a contenção, o presidente ameaça com ataques devastadores caso o Irã revide. Enquanto Washington tenta "segurar" até novembro, Teerã parece disposto a manter a pressão — e a escalada pode acontecer quer os dois lados queiram ou não.

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Gazeta de Varginha

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