Ação conjunta combate comércio clandestino de autopeças e pode ter causado prejuízo de R$ 35 milhões
5 de dez. de 2025
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Divulgação
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) participou, nessa quarta-feira (3/12), da segunda fase da operação Quebra-Cabeça, realizada para combater o comércio clandestino de peças automotivas em Belo Horizonte. Ao todo, 38 estabelecimentos de peças usadas foram fiscalizados em dois polos de grande concentração do setor, nas regiões Noroeste e Barreiro.
A ação contou com a participação da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET), da Receita Estadual e da Polícia Militar, mobilizando 120 agentes e 56 viaturas. Os resultados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (4/12) durante coletiva de imprensa que reuniu representantes das instituições, além do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, e o secretário-adjunto de Planejamento e Gestão.
Das 38 empresas fiscalizadas, 20 foram interditadas por apresentarem graves irregularidades administrativas e fiscais. Em dez delas, foi constatada a ausência de licenciamento ambiental, oferecendo riscos de contaminação e descarte inadequado de resíduos perigosos, como óleos, fluidos e metais pesados. Também foram emitidas oito intimações para regularização de débitos tributários.
Na área tributária, auditores identificaram o uso de maquininhas de cartão vinculadas a empresas, sócios ou terceiros, estratégia que auxilia no rastreamento do fluxo financeiro e na detecção de possíveis fraudes. O prejuízo total causado aos cofres públicos pode chegar a R$ 35 milhões nas duas fases da operação, valor que pode aumentar devido à atuação informal do segmento.
Planejamento
Para a operação, a CET realizou um mapeamento prévio de empresas com indícios de irregularidades. Conforme a legislação, negócios que atuam no desmonte, reciclagem e comercialização de peças usadas precisam ser credenciados pelo órgão executivo de trânsito estadual.
“A operação teve como foco um preparo anterior de identificação de empresas que provavelmente estariam atuando na clandestinidade. Com isso, foi utilizada uma estratégia mais ampla para sufocar as atividades empresariais ilícitas ligadas ao comércio de peças de veículos automotores”, afirmou o chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito, Daniel Barcelos.
Primeira fase
A operação Quebra-Cabeça teve início em maio de 2025. Na primeira fase, 11 estabelecimentos foram fiscalizados, e três deles acabaram interditados por funcionarem em locais não autorizados pela CET.
Na ocasião, foram registrados três boletins de ocorrência, e três pessoas foram conduzidas por suspeita de receptação qualificada.
A iniciativa é fundamentada na Lei nº 12.977/2014, conhecida como Lei do Desmonte, que regulamenta o funcionamento de empresas que atuam com desmonte e comercialização de peças usadas.
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