Banco Central Implementa Novos Limites e Medidas de Segurança para o Pix
23 de jul. de 2024
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A partir de 1º de novembro, o Banco Central (BC) estabelecerá limites menores para transações via Pix em novos dispositivos. Aparelhos que nunca realizaram esse tipo de transação terão um limite de R$ 200 por operação e R$ 1.000 por dia. Esses limites poderão ser modificados somente após a confirmação do novo aparelho pelo banco do cliente.
Essa medida visa reduzir fraudes, impedindo que golpistas utilizem dispositivos não habituais dos clientes para realizar transações. Mesmo com login e senha, transferências acima de R$ 1.000 por dia não serão permitidas em novos celulares ou computadores.
Além disso, a norma inclui várias medidas de segurança para os bancos, como gestão de riscos de fraude, identificação de transações atípicas e disponibilização de informações sobre prevenção de fraudes em seus sites. Os bancos devem verificar, a cada seis meses, se os clientes possuem marcações de fraude no Banco Central. Em casos de histórico de fraude, os bancos poderão encerrar o relacionamento ou adotar limites diferenciados para transações, além de bloquear transações recebidas.
Desenvolvimento do Pix Garantido
O Banco Central também está avançando no desenvolvimento do "Pix Garantido", que permitirá o parcelamento de compras no futuro, oferecendo uma alternativa ao parcelamento no cartão de crédito. Embora a data de lançamento ainda seja incerta, algumas instituições financeiras já oferecem essa alternativa como uma operação de crédito. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) destacou que, no caso do Pix Garantido, os clientes devem ter dinheiro na conta-corrente para realizar os pagamentos nas datas de vencimento das parcelas.
Diferente do cartão de crédito, onde o valor da compra é pago ao lojista pela instituição financeira no mês da aquisição, o Pix Garantido exigirá que os clientes tenham fundos disponíveis na data do pagamento.
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