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Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário e dificultam compra da casa própria

há 8 horas
1 min de leitura
Foto: Alejandro Navarro López/Wikimedia Commons – CC0
Foto: Alejandro Navarro López/Wikimedia Commons – CC0
Três dos maiores bancos privados do Brasil anunciaram aumentos nas taxas de juros do financiamento imobiliário. Bradesco, Itaú e Santander reajustaram suas condições de crédito nesta semana, em meio à elevação dos juros futuros no mercado financeiro.
Com as mudanças, as taxas mínimas passaram a partir de 13,60% ao ano no Bradesco, 12,95% no Itaú e 12,49% no Santander, todas acrescidas da Taxa Referencial (TR).
Os reajustes afetam principalmente consumidores que pretendem contratar novos financiamentos para adquirir imóveis residenciais.
Crédito mais caro reduz poder de compra
O aumento dos juros eleva o custo total dos financiamentos e pode resultar em prestações mais altas, dependendo do valor contratado, do prazo de pagamento e das condições oferecidas por cada instituição.
Os bancos relacionam as mudanças ao encarecimento da captação de recursos e às condições do mercado financeiro. A disponibilidade de recursos da poupança, tradicional fonte do crédito habitacional, também influencia as taxas.
Segundo dados do setor, os saques líquidos da poupança somaram R$ 53,2 bilhões entre janeiro e setembro de 2026.
A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) alerta que juros mais elevados dificultam o acesso à moradia e podem reduzir o número de famílias aptas a financiar um imóvel.
A Caixa Econômica Federal, uma das principais instituições do crédito habitacional, não havia anunciado reajuste semelhante nas informações consultadas.
Especialistas recomendam que os consumidores comparem o Custo Efetivo Total (CET) das propostas, considerando não apenas os juros, mas também seguros, tarifas e demais encargos envolvidos na operação.

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