El Niño pode estar associado a mais de 850 mil mortes por calor até março de 2027, aponta estudo
há 7 horas
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Foto: Couch-scratching-cats/Wikimedia Commons – CC BY-SA 2.0
O atual episódio do fenômeno climático El Niño poderá estar associado a aproximadamente 857 mil mortes adicionais relacionadas ao calor em todo o mundo até março de 2027. A estimativa é do Climate Impact Lab, grupo de pesquisadores ligado à Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.
A projeção considera o período entre junho de 2026, quando o fenômeno começou, e março do próximo ano. O cálculo foi atualizado após a observação de temperaturas superiores às esperadas em diferentes regiões do planeta.
Segundo os pesquisadores, cerca de 484 mil mortes adicionais já são estimadas para o período de junho a setembro, enquanto outras 373 mil poderão ocorrer entre outubro de 2026 e março de 2027.
Brasil está entre os países vulneráveis
No Brasil, a projeção aponta aproximadamente 19 mil mortes adicionais associadas ao calor nos próximos seis meses.
Os pesquisadores utilizam modelos estatísticos que relacionam temperaturas, características regionais e mortalidade para estimar os impactos do fenômeno.
Os números representam projeções científicas, e não mortes individualmente confirmadas ou atribuídas ao El Niño.
O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal, alterando padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões.
No Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a possibilidade de temperaturas acima da média em grande parte do território nacional e chuvas irregulares, especialmente entre novembro e janeiro.
Especialistas defendem medidas preventivas, como alertas para ondas de calor, ampliação do acesso à hidratação e proteção de idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol.
A intensidade prevista para o atual El Niño aumenta a preocupação com seus impactos sobre a saúde pública, a agricultura e o abastecimento de água.
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