Buscas por crianças desaparecidas em quilombo do Maranhão entram no 12º dia
16 de jan.
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Prefeitura de Bacabal/Divulgação
As buscas por duas crianças desaparecidas em um quilombo localizado na zona rural de Bacabal, no Maranhão, a aproximadamente 250 quilômetros de São Luís, chegaram ao 12º dia nesta quinta-feira (15). Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos.
Uma terceira criança, Anderson Kauan, de 8 anos, que estava com Ágatha e Allan no momento do desaparecimento, foi encontrada no dia 7 de janeiro por carroceiros no povoado Santa Rosa, vizinho ao quilombo onde os dois menores sumiram.
A área de buscas compreende cerca de 54 quilômetros quadrados, caracterizada por mata de vegetação fechada, terreno irregular, poucas trilhas e difícil acesso, além de açudes, o Rio Mearim e diversos lagos. Diante das características da região, mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão iniciaram a varredura no Lago Limpo, local por onde as crianças teriam passado.
Para reforçar a operação, sete bombeiros e dois cães farejadores foram enviados pelo estado do Pará nesta semana. O Ceará também contribuiu com cinco bombeiros e quatro cães farejadores, ampliando o efetivo envolvido nas buscas.
Ao todo, cerca de 500 pessoas participam da ação, incluindo profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), integrantes das forças de segurança do estado, como Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, além do Exército, quilombolas e voluntários. Um aplicativo de geolocalização vem sendo utilizado para mapear as rotas percorridas pelas equipes durante os trabalhos.
O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11) para aprofundar as investigações. Entre os depoimentos colhidos está o de Anderson Kauan, que relatou ter deixado Ágatha e Allan no local enquanto buscava ajuda.
Quando foi encontrado, Anderson estava debilitado e sem roupas. Exames periciais confirmaram que ele não sofreu abuso sexual. Profissionais responsáveis por perícias psicológicas e sociais também ouviram familiares das crianças na tentativa de reunir informações que possam auxiliar na localização dos desaparecidos.
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