Caso Backer: sócios da cervejaria são ouvidos no primeiro dia de interrogatório dos réus
- 28 de nov. de 2023
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Contaminação de cervejas da marca deixou dez pessoas mortas.

Começaram nesta terça-feira (28), em Belo Horizonte, os interrogatórios dos réus do caso Backer. A contaminação das cervejas da marca deixou dez pessoas mortas.
Neste primeiro dia, serão ouvidos os sócios da cervejaria, Ana Paula Silva Lebbos, Hayan Franco Khalil Lebbos e Munir Franco Kalil Lebbos. Os três foram denunciados por fabricar ou vender substância alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou adulterado.
Ana Paula Silva Lebbos, que também é diretora de marketing da Backer, foi a primeira a falar. Ela afirmou que não tinha contato com o parque industrial ou com a produção de cerveja e que atuava somente na divulgação e na publicidade dos produtos. Disse também que, após o Ministério da Agricultura apontar possível contaminação da bebida, o departamento dela acionou a imprensa para orientar a população a não consumir a Belorizontina.
Os depoimentos ocorrem na 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, no Fórum Lafayette.

Nesta quinta-feira (29), serão ouvidos Ramon Ramos de Almeida Silva, Sandro Luiz Pinto Duarte, Cristian Freire Brandt e Adenilson Resende de Freitas, responsáveis técnicos da Backer na época da contaminação.
Na sexta-feira (30), será a vez de Álvaro Soares Roberti, também responsável técnico da cervejaria, Gilberto Lucas de Oliveira, chefe da manutenção, e Charles Guilherme da Silva, suspeito de prestar declarações falsas. Todas as testemunhas, de acusação e defesa, já foram ouvidas.
Relembre A contaminação das cervejas da Backer veio à tona em janeiro de 2020, quando a Polícia Civil começou a investigar a internação de várias pessoas após o consumo da Belorizontina com sintomas de intoxicação.
Segundo as investigações da Polícia Civil, a contaminação das cervejas por monoetilenoglicol e dietilenoglicol aconteceu devido a um vazamento no tanque da fábrica.
Em setembro de 2020, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou 11 pessoas, inclusive os sócios-proprietários da cervejaria. O órgão considerou que, ao adquirir deliberadamente o monoetilenoglicol, impróprio para o uso na indústria alimentícia, eles assumiram o risco de produzir as bebidas alcoólicas adulteradas.








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