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Cesta básica ficou mais barata em Varginha no início de julho, mostra levantamento do GESEc e Grupo Unis

  • há 2 horas
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Reprodução
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O preço da cesta básica em Varginha apresentou queda de 7,20% no início de julho em comparação com o mês anterior, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de elevação. Os dados foram divulgados na segunda-feira (06/07) pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do IFSULDEMINAS – Campus Carmo de Minas, em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo Unis (NEPI).
O levantamento acompanha mensalmente a variação dos preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional nos principais supermercados do município, permitindo acompanhar o comportamento do custo dos alimentos essenciais para a população.
Segundo a pesquisa, os produtos que apresentaram as maiores reduções de preços na primeira semana de julho foram o tomate, o feijão carioquinha, a batata e a banana. Por outro lado, o açúcar refinado e o leite integral registraram os maiores aumentos no período analisado.
Apesar da queda observada na comparação mensal, o estudo apontou que, no acumulado dos últimos 12 meses, a cesta básica em Varginha ainda apresentou alta de 3,42%, demonstrando que o custo dos alimentos segue acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Conforme a metodologia utilizada pelos pesquisadores, o gasto médio necessário para garantir a alimentação básica de um adulto foi estimado em R$ 729,65. Esse valor correspondeu a 48,66% do salário mínimo líquido vigente, indicando que praticamente metade da renda mensal do trabalhador é destinada à compra dos itens considerados essenciais para alimentação.
O levantamento também estimou que um trabalhador precisou dedicar aproximadamente 99 horas e 2 minutos de sua jornada mensal apenas para adquirir os produtos que compõem a cesta básica. Outro dado destacado pela pesquisa foi que o custo da cesta permaneceu 3,35 vezes superior ao valor estabelecido como linha de corte da extrema pobreza per capita, fixado em R$ 218,00, cenário que evidencia os desafios enfrentados por parte da população em relação à segurança alimentar.
Os resultados divulgados pelo GESEc e pelo NEPI reforçam a importância do acompanhamento periódico dos preços dos alimentos, permitindo avaliar o comportamento do mercado e seus impactos sobre o orçamento das famílias varginhenses.

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Gazeta de Varginha

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