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China inaugura primeiro museu do mundo dedicado aos pterossauros em Xinjiang

há 2 horas
2 min de leitura
Imagem ilustrativa
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A China inaugurou, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste do país, o primeiro museu de ciências do mundo dedicado aos pterossauros, répteis voadores que viveram na Terra durante a era dos dinossauros. Localizado na região de Hami, o espaço chama atenção não apenas pelo acervo, mas também pela arquitetura: visto de cima, o conjunto de construções lembra uma ninhada de ovos de pterossauro repousando sobre o deserto.

O Museu de Pterossauros de Hami foi construído dentro de um geoparque nacional em uma área conhecida pela grande quantidade de fósseis desses animais. A estrutura possui cerca de 4.600 metros quadrados de área de exposição, distribuídos em seis salões ovais organizados em diferentes níveis. O formato foi pensado de maneira a se integrar à paisagem e reforça a relação do museu com os fósseis encontrados na região.

O acervo reúne materiais recuperados ao longo de mais de duas décadas de escavações de resgate realizadas por pesquisadores do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia da Academia Chinesa de Ciências. As pesquisas realizadas em Hami contribuíram para a identificação e preservação de diversos fósseis de pterossauros encontrados na região.

Entre os itens apresentados ao público estão o que o museu descreve como os primeiros ovos e embriões fossilizados de pterossauros preservados em três dimensões no mundo. A exposição também inclui grandes espécimes desses répteis voadores que estão sendo apresentados publicamente pela primeira vez.

Os pterossauros eram répteis alados intimamente relacionados aos dinossauros, mas não pertenciam ao grupo dos dinossauros. Eles dominaram os céus durante parte da era Mesozoica, e seus fósseis são encontrados em diferentes regiões do mundo.

A escolha de Hami para abrigar o museu está diretamente ligada à riqueza paleontológica da região. O local é conhecido por concentrar importantes descobertas de fósseis de pterossauros, tornando-se uma área de referência para pesquisadores interessados na evolução e na diversidade desses animais.

A inauguração do museu transforma parte desse patrimônio fossilífero em uma exposição permanente e coloca no mesmo espaço fósseis recuperados durante décadas de pesquisas, incluindo exemplares que agora podem ser vistos pelo público.

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Gazeta de Varginha

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