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Coluna Agenda 21 - 21/08/2026

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura
QUEIMADAS URBANAS, FIQUEM ATENTOS!

Novamente retornando a este tema pois é bem propício para este momento e necessita de atenção da população devido a vários fatores que irei mencionar em seguida.
Inicialmente digo que as queimadas urbanas são focos de fogo em áreas dentro ou próximas a zonas urbanizadas. Elas geralmente são provocadas por ação humana – seja para limpeza de terrenos baldios, descarte inadequado de lixo, ou até atos criminosos.
Com vegetação seca, baixa umidade do ar e vento, uma pequena queimada pode ganhar proporções inesperadas em poucos minutos. O que começou como uma tentativa de limpeza pode transformar-se em incêndio, ameaçando residências, veículos, redes elétricas, áreas verdes e, principalmente, a segurança das pessoas.
E é justamente neste período de estiagem que o alerta precisa ser reforçado.
Você sabia que queimar lixo, ainda que em propriedades particulares, é crime? A Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605, tem descrito no artigo 54, a queimada urbana como crime de poluição, que coloca em risco a saúde da população, a segurança de animais, e a destruição da flora.
Em Varginha, a Lei Municipal nº 6.728, de 11 de agosto de 2020, determina que proprietários ou possuidores de terrenos localizados no perímetro urbano devem mantê-los permanentemente roçados e limpos de entulhos, justamente com o objetivo de preservar a saúde pública. Isso significa que o proprietário de um terreno urbano não pode simplesmente abandoná-lo, permitindo o crescimento excessivo da vegetação e o acúmulo de materiais que possam favorecer a ocorrência ou propagação de incêndios.
No outono e no inverno, as queimadas são ainda mais graves pois são períodos de estiagem, e as pontas de cigarros em terrenos baldios podem provocar risco de incêndio em proporções maiores, podendo destruir a vegetação, residências, além de causar a morte de animais nas redondezas. Algumas pessoas também utilizam o fogo na queima de lixo doméstico e limpeza de lotes e, com os ventos fortes, comuns nesta época do ano, as chamas se espalham e causam danos ao meio ambiente e até às redes elétrica e telefônica. O fogo também acaba levando para dentro das residências, cobras, escorpiões, aranhas e ratos, entre outras espécies que ficam fora do seu habitat natural e podem causar acidentes aos seres humanos.
A saúde é outro fator afetado pela poluição do ar decorrente das queimadas urbanas, principalmente em tempos de seca. Pessoas que são acometidas de problemas respiratórios como, bronquite, asma, sinusite e rinite, nariz entupido, rouquidão, tosse alérgica, conjuntivite, irritação nos olhos e garganta, alergia e vermelhidão na pele, e doenças cardiovasculares, sofrem muito com a seca e a poluição do ar que pode agravar ainda mais as doenças.

A mudança de atitude só acontece quando compreendemos que podemos eliminar costumes que nos prejudicam. Deste modo, evoluiremos como cidadãos conscientes dos deveres e desvincularemos a prática das queimadas de uma herança cultural. É um processo longo que somente poderá ter sucesso através de Educação Ambiental e em Saúde Pública nos níveis formal (instituições de ensino) e não formal (empresas, associações de moradores, cooperativas, etc.). O poder público com seu potencial de mobilização social tem um papel de destaque, mas no final das contas a responsabilidade é de cada um de nós.

Enfim, as queimadas urbanas são um problema evitável. A conscientização e a ação da população, aliadas à fiscalização do poder público, são fundamentais para proteger a saúde das pessoas e o equilíbrio ambiental nas cidades.

Fiquem atentos. Não coloquem fogo. Preservem a vida, o patrimônio e o meio ambiente.

Engº Civil Alencar de Souza Filgueiras
Engº Civil Alencar de Souza Filgueiras

Engº Civil Alencar de Souza Filgueiras
Presidente do Fórum Agenda 21 Local
Presidente do Conselho Fiscal IBAPE-MG
Vice-Presidente do SINDUSCON-LAGOS

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Gazeta de Varginha

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