Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 20/02/2026
há 17 horas
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RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
Com medo do desgaste crescente, Governo Municipal volta atrás e dá apoio para continuação das aulas na Fuvae
Na semana passada o Governo Municipal passou outro constrangimento que poderia ter evitado! Depois de negar apoio estrutural para continuidade das aulas na Fundação Varginhense de Assistência aos Excepcionais – Fuvae, o Governo Ciacci foi duramente questionado e criticado após a Coluna Fatos e Versões revelar o caso. Os pais de alunos atendidos pela Fuvae, foram surpreendidos por bilhete recebido da direção da instituição informando a interrupção das aulas ministradas aos alunos. No bilhete a instituição informava que tinha perdido o apoio da Prefeitura de Varginha para fornecer profissionais que cuidavam da manutenção e higiene da escola, além da cessão de uma supervisora e uma educadora infantil nos trabalhados da fundação. A notícia foi divulgada em primeira mão pela Coluna, tendo sido compartilhada em redes sociais e com alta visualização no Portal da Gazeta e outras plataformas. Em menos de 48 horas mais de 100 mil pessoas já haviam acessado a notícia, replicada também pelo Facebook, Instagram e grupos de whatshap com centenas de comentários criticando a ação do Governo Ciacci. Alguns vereadores chegaram a ser marcados em algumas mensagens. Já na última sexta (13/02) o Governo Ciacci tinha sido acionado por populares e vereadores alertando sobre a necessidade de renovar o apoio à Fuvae. No final daquele dia, depois de enorme desgaste popular, que seguiu pelo feriado de Carnaval, o Governo definiu por voltar atras e conceder apoio à Fuvae para que as aulas fossem retomadas. O caso é que, se o Governo Ciacci tivesse uma equipe técnica de qualidade no assessoramento direto do prefeito, este caso nem teria ocorrido! Afinal o absurdo de se gastar mais de R$ 100 mil com apoio a blocos e escolas de Carnaval e deixar uma escola que realiza enorme apoio social fechar por falta de apoio público são coisas antagônicas e que chocam qualquer dos aliados do prefeito, quem dirá os que não o apoiam? (que vem crescendo cada dia mais)
Confirmando as denúncias...
O caso da falta de apoio à Fuvae abriu mais um abismo para o Governo Ciacci, visto que nas centenas de comentários nas redes sociais criticando a incompetência e falta de prioridades do governo municipal, foram diversas as pessoas que confirmaram a falta de medicamentos nos postos de saúde, mais um grave problema na cidade denunciado na Coluna! O caso toma proporção ainda pior para o prefeito Ciacci no momento em que vemos a Prefeitura de Varginha com caixa cheio, ou seja, claramente falta gestão e força política para este governo resolver problemas. Alguns dos medicamentos em falta não chegam para a população porque a Prefeitura de Varginha, por algum motivo, não fez as licitações necessárias a tempo, ou seja, falta gestão! Outros medicamentos são de responsabilidade do Governo de Minas e Governo Federal fornecer, contudo, sem força política nenhuma, Ciacci não tem condições de cobrar das outras esferas de Governo nem o que é obrigação do Governador e do Presidente! Nosso prefeito não tem força politica para ir a Belo Horizonte ou Brasília e sair de lá com os recursos e soluções que são obrigações daquelas esferas de poder resolverem! Não sabemos nem se Ciacci seria recebido, quanto mais atendido nas suas cobranças, se é que tem culhão para fazê-las! No mundo político de esfera estadual e federal, o tapinha nas costas e o “meu querido” não abrem portas nem resolve problemas. Mas para quem nunca teve sucesso na administração de nada na vida, fica difícil entender que o tapinha nas costas e o Meu Querido só funcionam mesmo é com o ingênuo eleitor! E pelo visto dos baixos resultados de seu governo, Ciacci pode não conseguir mais votos com a velha tática!
Pinga Fogo
A audiência pública que debateu a incompetência na entrega do novo Mercado do Produtor para a sociedade aconteceu ontem na Câmara de Varginha. Será que o debate acalorado foi útil para que a obra seja entregue, sem mais desperdício?
Não bastasse a superlotação do Cemitério Municipal, o local foi tomado pelo mato, inclusive com localização e ataques de escorpiões. Cabe a Prefeitura garantir dignidade aos mortos no local, contudo, nem os vivos conseguem tal consideração!
A evolução patrimonial dos secretários fala muito sobre a necessária eficiência e competência da Secretaria de Controle Interno de Varginha. Os secretários vindos da gestão passada por exemplo, devem ser invisíveis à Secretaria de Controle Interno.
Será que o Governo Ciacci vai usar as imagens captadas no recadastramento urbano para asfaltar as ruas de terra na periferia, distribuir melhor as estruturas públicas de esporte e lazer ou o levantamento foi mesmo só para aumentar o IPTU da população?
Novo Mercado do Produtor é terra fértil para irregularidades na Gestão Ciacci
A audiência pública que aconteceu ontem na Câmara de Vereadores mostrou que o prédio do Mercado do Produtor é um campo fértil para irregularidades a serem corrigidas no governo. Cabe dizer que a realização da audiência foi combatida até o último minuto pela base governista, que queria poupar a gestão Ciacci de mais este constrangimento. O autor do pedido da audiência, vereador Cassio Chiodi realizou vários vídeos em que mostrou para a população as falhas na obra e gastos questionáveis no projeto, que parece ter sido muito falho. A coluna foi escrita antes do final da audiência, então não pudemos incluir aqui tudo que se passou e as presenças no evento. Mas é certo que a própria participação do Secretário de Administração, Roberto Ribeiro, já garantiu a polemica na reunião. Entre as muitas polêmicas e troca de farpas entre vereadores e ouvidos na audiência, bem como a participação quente de centenas de cidadãos que acompanharam presencialmente ou pelas redes sociais, uma informação merece ser destacada: a obra do Mercado do Produtor não teria habiti-se? O Habite-se é o documento que permite a averbação da construção na Matrícula do imóvel em cartório, também é o documento utilizado para a liberação das atividades comerciais no imóvel sendo ele um dos requisitos do Sistema Integrado de Licenciamento. Ou seja, se realmente o imóvel foi entregue sem o Habite-se, o que não é comum, pois o usual é a contratação de obra pronta para uso, no caso sem o habite-se a construção não foi concluída pois não pode ser utilizada. Não sabemos da descrição do contrato firmado entre a Prefeitura de Varginha e a construtora da Obra, mas se realmente foi permitido contratar a obra sem a entrega do habite-se isso é uma falha da Secretaria Municipal de Administração.
Novo Mercado do Produtor é terra fértil para irregularidades na Gestão Ciacci - 02
Mas o questionamento não seria apenas este, pois se realmente o Governo Ciacci permitiu que a obra fosse entregue incompleta, sem habite-se, o pagamento final não poderia ter sido liberado! Será que pagaram 100% da obra antes da mesma ser concluída? Neste caso, cadê a responsabilidade e prudência da Secretaria Municipal de Administração? E o controle da Procuradoria e Secretaria de Controle Interno? Comeram esta mosca? E se a obra não foi concluída, mas recebida pelo Município, o que configuraria uma falha administrativa, a colocação de integrante da Guarda Municipal para proteger um bem “irregularmente ainda não entregue ao Município seria outra falha grave?”. Ademais, não vamos nem entrar no tema de que, quem projetou o novo Mercado do Produtor, com todos os milhares de metros de construção, para abrigar milhares de pessoas, produtos perecíveis e até animais, esqueceu de incluir no projeto refrigeração do local? Isso mesmo? Qual dos estagiários da Secretaria Municipal de Planejamento teria feito o projeto? Será que foi um profissional autorizado que fez tal projeto? Não caberia a Secretaria de Planejamento verificar tal falha grave? Quem vai pagar agora pela adaptação do projeto, que vai precisar gastar outros milhões para corrigir a incompetência de alguém? Sabemos quem vai pagar por isso, novamente, o contribuinte, aquela pessoa que não fez concurso público, mas trabalha para o Governo, pagando suas contas e por seus erros! Será que a audiência pública vai identificar quem errou no projeto do Mercado do Produtor ao construir um prédio de R$ 25 milhões, para abrigar milhares de pessoas e produtos perecíveis, sem incluir a refrigeração no prédio?
Dizem por ai...
Dizem por ai que o “cuidado” da Câmara de Varginha em apresentar e aprovar primeiro um Código de Ética formal para o Legislativo, antes de votar o parecer sobre a cassação do vereador Marquinhos da Cooperativa, tem um propósito específico: salvar a pele de Marquinho e outros! Ocorre que com a criação de “penas alternativas a cassação, o vereador que teria bebido, antes de atropelar cidadão e fugir sem prestar socorro, tendo em seguida mentido aos próprios colegas do Legislativo e atacado a PM, poderia salvar seu mandato e polpudo salário mensal! Pensam alguns vereadores (que tem antecedentes) que aberta a “porta da cassação a Marquinhos, outros poderiam ter que atravessá-la”. Na verdade, é o contrário, se a Justiça não for realizada no Caso Marquinho, cai por terra o que resta de credibilidade do Legislativo e tudo que falam dos demais edis será visto como verdade, o Legislativo sangraria e ficaria difícil a reeleição para todos em 2028! A conferir
Cadê o dinheiro?
Uma caixa preta que não se fala no Governo Ciacci e nenhum vereador busca informação é o valor arrecadado pelo Município de Varginha com a cobrança do alto pedágio da EPR na MGC 491 que passa por Varginha. Desde que iniciou a cobrança absurda do valor na estrada, todos os municípios cortados pela MGC491 recebem parte generosa do valor arrecadado. Será por isso o pouco entusiasmo do prefeito em diminuir o valor do pedágio?
Las Vegas de Varginha
Sem ter seus altos gastos fiscalizados pela Secretaria Municipal de Controle Interno, e gastando milhões mensalmente, a Fundação Hospitalar do Município de Varginha - Fhomuv é a “Las Vegas do Governo Ciacci. Como sabemos, o que se faz em Vegas, fica em Vegas”. Coitado do pagador de impostos, se soubesse de tudo que acontece Brasil afora, faltariam guilhotinas no país!
Alexandre Prado vai conseguir decifrar o mistério?
O vereador e presidente da Câmara Alexandre Prado fez requerimento no último dia 11 de fevereiro, pedindo ao Governo Municipal o extrato do faturamento da Área Azul. O vereador vai verificar o cumprimento do contrato de concessão da Área Azul, espaço no centro comercial da cidade que foi entregue à iniciativa privada para administração. A empresa que administra a Área Azul não foi a primeira colocada na licitação, e enfrentou protestos e recursos quando de sua contratação. Depois disso, seguiu-se muitas reclamações sobre a equipe contratada para o serviço, bem como a dificuldade de encontrar vagas e comprar o vale de estacionamento. Sem falar nos questionamentos, inclusive judiciais, da responsabilidade pelos automóveis “protegidos” na região da Área Azul. Ou seja, se o cidadão estaciona na Área Azul, paga regulamente o bilhete e quando retornar encontrar seu carro batido ou saqueado, de quem é a responsabilidade? O entendimento da população é de que a empresa que administra o perímetro precisa garantir proteção aos veículos pelos quais cobra estacionamento! Diante de toda esta polêmica e reclamações, é fato que a empresa que administra a Área Azul livrou a Prefeitura de Varginha de um abacaxi! Afinal, a empresa assumiu a gestão, melhorou em partes o serviço amador e precário que a Prefeitura de Varginha realizava com colaboradores não capacitados nem concursados, muitos menores de idade, e profissionalizou o serviço. A Prefeitura de Varginha ainda economizou nos gastos de salários das pessoas que antes atuavam na Área Azul, e ao final, a empresa ainda repassou uma polpuda participação nos lucros para o Executivo Municipal. O problema é que, o número de carros aumentou, em tese também o número de motoristas utilizando o estacionamento pago também aumentou, mas os repasses ao Município foram reduzidos! Curioso isso não? Será que o presidente da Câmara, Alexandre Prado, quando ver os documentos e conseguir decifrar este mistério?
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