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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 25/02/2026

  • há 2 dias
  • 8 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
Errando, remediando e não prevenindo
O ditado popular já diz que “é melhor prevenir que remediar”, mas isso não deve ser do conhecimento da equipe de assessores e primeiro escalão do Governo Ciacci, que vivem colocando o prefeito em “frias e constrangimentos, tendo que voltar atras de decisões equivocadas”. Exemplos disso não faltam, como no caso dos recursos federais do Fundeb que o Governo municipal escolheu não distribuir no final de 2025, mesmo com a pressão dos servidores da Educação que possuem salários defasados. Resultado disso, o tema foi parar no Legislativo que fez o Governo Ciacci voltar atras e os recursos foram distribuídos. Num segundo momento, a falta de habilidade da assessoria do prefeito permitiu que a cessão de professores e servidores da limpeza a Fuvae fosse interrompida e a escola precisasse encerrar as aulas. O problema chegou para a sociedade alguns dias depois do Governo Ciacci gastar mais de R$ 100 mil com escolas e blocos de Carnaval, e gerou grande desgaste para o Governo, que mais uma vez, voltou atras e forneceu servidores para a retomada das aulas na Fuvae. Mais recentemente o governo municipal, depois de uma visita do vice-prefeito Antônio Silva ao “elefante branco do Mercado do Produtor” disse que o Município iria contratar empresa para fazer a climatização do Mercado do Produtor, o que possibilitaria a entrega do imóvel à sociedade em algumas semanas. O resultado prático foi que, após polêmica audiência pública em que o alto comando do Executivo fugiu do comparecimento para não precisar dar respostas, o Governo Ciacci, novamente, voltou atras e praticamente reiniciou o processo de conclusão das obras e não tem nem mesmo uma data para a inauguração de fato da obra, que já consumiu mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos.

Errando, remediando e não prevenindo – 02
Nos três exemplos de incompetência administrativa e falta de habilidade política do Governo Ciacci temos um ponto em comum: Fiscalização pontual do vereador independente Cassio Chiodi. Trata-se de um cidadão comum como qualquer outro, mas que esta na condição de vereador, que mesmo sem ter experiência política nem “padrinho político que lhe garanta proteção”, vem realizando seu papel constitucional de fiscalizar o Executivo municipal. E foi assim que os servidores da Educação municipal procuraram Chiodi e conseguiram a audiência que fez Ciacci distribuir os recursos do Fundeb, ou mesmo os pais de alunos especiais da Fuvae estiveram com Chiodi que publicizou o abandono do Município à escola e o apoio foi retomado pelo Governo. Da mesma forma, foi a audiência pública solicitada por Chiodi que expos publicamente os muitos erros cometidos na construção do Mercado do Produtor e os vultuosos gastos na obra inacabada, bem como a pretensão do governo de gastar outros milhões de dinheiro público para finalizar a obra. Trocando em miúdos, a atuação firme e pontual de um vereador que apenas cumpre seu dever de fiscalizar, já é uma barreira enorme para uma gestão que não tem competência nem planejamento. Somado a isso tudo, vemos a ineficiência política do Governo Ciacci que não dialoga com a sociedade, tem medo de crítica e não enfrenta seus erros, como se viu na audiência pública do Mercado do Produtor na Câmara. O secretário de Administração Roberto Ribeiro e o prefeito Ciacci, correram da audiência na Câmara para explicar as falhas da obra e buscar encontrar no Legislativo e na sociedade presente no evento um caminho de consenso para dar transparência e conclusão para o Mercado do Produtor. Ao invés de buscar o diálogo, o prefeito enviou uma carta desmerecendo a audiência, o que não pegou bem!

Errando, remediando e não prevenindo – 03
Se Cássio Chiodi fosse da oposição, depois de todas as omissões e pouco caso do Executivo, bem como a clara falta de planejamento no projeto do Mercado do Produtor, já teria oficiado o Ministério Público sobre o caso do Mercado. O Governo Ciacci tem sorte de que Cassio Chiodi não tem experiência legislativa, tão pouco possui ampla equipe técnica como a disponível aos secretários municipais. Do contrário, os problemas do Governo seriam ainda maiores. Mas a desorganização e falta de planejamento do Governo Ciacci, no caso do Mercado do Produtor, consegue piorar ainda mais. Vejam só que, depois da audiência pública na Câmara, quando foi dito que “o Mercado do Produtor não poderia abrigar os produtores rurais” o que é um absurdo pois, se não poderá abrigar os produtores rurais, quem ocuparia o prédio? A Secretaria Municipal de Agricultura procurou os produtores rurais do antigo mercado com um levantamento estranho. A Secretaria de Agricultura foi até os produtores para questionar qual dos espaços eles gostariam de ocupar, quando da desocupação/demolição do atual Mercado do Produtor? As alternativas eram: 01 - A Estação Ferroviária, 02 - a Avenida Miguel Alves (Bairro Santa Maria) e 03 – Centro Social Urbano (Bairro Santana). Mas oras e o novo prédio do Mercado do Produtor? Não foi pra abrigar os produtores rurais que a Prefeitura gastou mais de R$ 25 milhões? O prédio foi construído com esta finalidade, abrigar os produtores rurais que estão amontoados no prédio velho! A realização de uma pesquisa deste tipo, pela Prefeitura de Varginha é um escárnio não somente com os produtores que foram fraudados na promessa da construção do prédio do novo Mercado do Produtor, mas um roubo a todos os contribuintes de Varginha que perderam mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos pra bancar uma obra inacabada que não pode ser utilizada para o fim que foi construída!
Pinga Fogo
Continuam faltando medicamentos, muitos remédios de uso contínuo, nos postos de saúde/Farmácia popular de Varginha. Quando o Município vai realizar as licitações para tais compras e cobrar dos governos estadual e federal sua parte neste problema?

O prefeito já estaria procurando “pontes para aproximar dos que apontam problemas em sua gestão. A ideia seria calar a qualquer custo os que apontam problemas no governo”. Não seria melhor administrar com eficiência e não ter problemas a apontar?

Foi apenas na semana passada, depois da audiência do Mercado do Produtor na Câmara, que a Prefeitura de Varginha solicitou à Cemig que fosse realizada a ligação elétrica regular trifásica na obra. Será lerdeza, ineficiência ou má fé mesmo?

Gastos públicos da Fundação Hospitalar de Varginha: Quanto e no que se gasta? Quem fiscaliza? A quem a Fundação presta contas? Quem verifica a eficiência dos gastos? Será que isso algum dia vai ser revelado no Globo Repórter?

Vivos sem cuidado, mortos sem dignidade
Não bastasse a superlotação do Cemitério Municipal, o local foi tomando pelo mato, inclusive com localização e ataques de escorpiões. Cabe a Prefeitura garantir dignidade aos mortos no local, contudo, nem os vivos conseguem tal consideração! Enquanto isso, o único cemitério privado da cidade ganha dinheiro alugando espaço para a Prefeitura de Varginha e salgando no preço daqueles que não querem ver seus entes queridos sendo sepultados nas “gavetas caixa de fósforos do Cemitério Municipal”. Já circulam pelas redes sociais diversos vídeos do cemitério municipal tomado pelo mato, todo sujo e nenhuma ação do Governo municipal. Sem falar no ossário existente no cemitério municipal, que já foi alvo de vândalos que levaram crânios e outros itens. O Governo não consegue garantir o mínimo de cuidado para os vivos, nem dignidade aos mortos!

Dizem por ai...
Dizem por ai que o “cuidado” da Câmara de Varginha em apresentar e aprovar primeiro um Código de Ética formal para o Legislativo, antes de votar o parecer sobre a cassação do vereador Marquinhos da Cooperativa, tem um propósito específico: salvar a pele de Marquinho e outros! Ocorre que com a criação de “penas alternativas a cassação, o vereador que teria bebido, antes de atropelar cidadão e fugir sem prestar socorro, tendo em seguida mentido aos próprios colegas do Legislativo e atacado a PM, poderia salvar seu mandato e polpudo salário mensal! Pensam alguns vereadores (que tem antecedentes) que aberta a “porta da cassação a Marquinhos, outros poderiam ter que atravessá-la”. Na verdade, é o contrário, se a Justiça não for realizada no Caso Marquinho, cai por terra o que resta de credibilidade do Legislativo e tudo que falam dos demais edis será visto como verdade, o Legislativo sangraria e ficaria difícil a reeleição para todos em 2028! A conferir

Destaques Legislativos
O novo presidente da Câmara Alexandre Prado vem realizando um bom trabalho afrente do Legislativo, em que pese os muitos problemas desta legislatura. Coube a Prado assumir a Câmara depois da renúncia de Marquinhos da Cooperativa, por supostamente ter ingerido álcool e atropelar cidadão local e fugir sem prestar socorro. Prado precisa conduzir o Legislativo durante o conturbado processo com o pedido de cassação de Marquinhos. Mesmo com os afazeres diários do Legislativo, Alexandre Prado ainda vem reunindo com os colegas para efetivar a formalização de um Código de Ética e Conduta do Legislativo. Outro nome que também vem se destacando no Legislativo é Cassio Chiodi, que tem participação ativa em todos os casos de fiscalização do Executivo que tem atormentado o Governo Ciacci. Curioso é que Chiodi, pelo trabalho que vem dando ao Governo e assertividade nas fiscalizações, atua como um vereador experiente, embora esteja em primeiro mandato. O mesmo ocorre com Davi Martins, Bruno Coletor e Ana Rios, que embora sejam mais discretos em plenário, tem participação ativa nas conversas de bastidores no Legislativo. Ana Rios, inclusive, integra a mesa diretora, também em seu primeiro mandato. Aliás, todos os vereadores citados, inclusive o presidente Alexandre Prado, estão em primeiro mandato e carregam grande responsabilidade neste momento. Afinal, casos emblemáticos como o pedido de cassação de Marquinhos da Cooperativa, vão definir a percepção da população sobre o Legislativo atual e a medida tomada pelo eleitor de renovar o Legislativo em 2028. Caso o resultado da votação do caso Marquinho não seja o esperado pelo eleitor que acompanhou os fatos, é bem possível que a desilusão do eleitor com o Legislativo recaia sobre todos os 15 vereadores que pretendem disputar reeleição em 2028! Certamente que o presidente Alexandre e os demais vereadores citados nesta nota terão papel fundamental no resultado da votação de cassação. Davi Martins, inclusive, é o relator do caso e ainda não apresentou seu relatório. Nos bastidores há quem diga que “existiria um acordão para salvar Marquinho, “que já estaria garantindo nos bastidores que não vai dar nada! Mas não se sabe se este acordo prosperaria se estiver em jogo a credibilidade do Legislativo e a reeleição dos demais edis”. A conferir

Cadê o dinheiro?
O vereador Alexandre Prado solicitou informações sobre a concessão da Área Azul, que gerencia as vagas de estacionamento no centro comercial da cidade. A empresa cobra pelo estacionamento em local público, mas não garante a segurança do veículo estacionado. Os valores arrecadados teriam despencado, mas o centro vive apinhado de carros e o comércio reclama que a falta de vagas vem atrapalhando as vendas. Já no caso do pedágio da MGC 491, o grande volume de carros que passa diariamente pela rodovia não aplaca a fome arrecadatória da EPR, empresa que administra a via e divide parte do governo recurso do pedágio com o Município de Varginha. Sem falar no absurdo aumento de IPTU que foi maldosamente planejado pelo Governo Ciacci para cobrar IPTU de puxadinho de garagem, galinheiro e até casinha de cachorro. E nem estamos falando dos boletos do IPVA, mais salgado neste ano, que começam a chegar e parte significativa deste recurso pago pelos donos de automóveis emplacados em Varginha, retorna pra Prefeitura. A pergunta que todos fazem é uma só: Cadê o dinheiro? Qual o valor exato destas fontes de renda para o Governo? A grana recebida pela Prefeitura de Varginha na Área Azul, no pedágio da MGC 491, no aumento do IPTU e no IPVA não serão apresentadas à população com a especificação de onde serão investidas? Ou vai tudo virar farra no caixa único do Governo atual?

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Gazeta de Varginha

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