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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 31/12/2025

  • gazetadevarginhasi
  • 31 de dez. de 2025
  • 8 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br

Morte de adolescente por Guarda Civil Municipal continua repercutindo e causando estrago na imagem do Governo Municipal

O Governo Municipal vai terminar mal 2025 por conta de falhas administrativas e políticas. Isso é o que se fala nos bastidores políticos da cidade! O prefeito não tem articulação política eficiente, não tem (pelo menos) assessoria política do seu deputado federal do PSD (da forma como tinha quando estava no PP). Prova disso é que “ficou caro segurar uma CPI na Câmara contra as irregularidades na Secretaria Municipal de Obras”. E olha que a depender da base aliada inconsistente no Legislativo, a CPI ainda pode sair! Ademais, o distanciamento entre o prefeito e o ex-prefeito Vérdi Melo causou estranheza e perplexidade em muitos que acompanharam o esforço de Verdi para fazer o sucessor nas eleições de 2024! Se o prefeito não foi leal ao seu antigo deputado federal do PP, e em pouco tempo de poder, já abandonou Verdi Melo depois de todo esforço eleitoral de 2024, quem confiará em apoiar o atual prefeito? Diante de um clima desses, o Governo municipal não conseguiu segurar sua base no Legislativo e teve que aceitar fazer o rateio das verbas do Fundeb com os servidores da Educação. A ideia inicial era armazenar os recursos para gastar apenas em 2026 (ano eleitoral em que cada centavo conta na conquista de apoio e voto). Depois veio a tragédia da morte do adolescente Kauan, baleado nas costas por um guarda civil municipal. Vale destacar que o corpo do jovem ficou estirado num cafezal por horas até que as autoridades providenciassem a retirada. Fica a dúvida se os Guardas Municipal prestaram socorro à vítima baleada nas costas. 2025 não foi um ano fácil para o Governo municipal, ainda mais no segundo semestre, não sabemos como este ano será lembrado dentro dos quatro anos desta gestão, quem sabe, “o ano começo do fim?”


Nota oficial para dizer que terceirizou a apuração?

A Câmara Municipal de Varginha, emitiu nota oficial por meio da Comissão de Segurança Pública, sobre o caso da morte do jovem Kauan pela Guarda Municipal de Varginha. O Legislativo disse que acompanha com os fatos ocorridos na manhã do dia 21 de dezembro, envolvendo a atuação de um agente da Guarda Civil Municipal durante abordagem a motociclistas em vias públicas do município. Será que mais este problema envolvendo a estrutura da Prefeitura de Varginha vai ensejar novo pedido de CPI? Afinal, embora a apuração do caso esteja a cargo da Polícia Civil, não custa dizer que a apuração das irregularidades na Secretaria Municipal de Obras também está e nada foi apurado ou apresentado depois de meses verificados os desvios. Ninguém foi preso ou responsabilizado! Será que a Câmara de Varginha vai terceirizar mais este problema que deveria apurar? A Câmara vai dar importância à legalidade, à preservação da vida e à atuação responsável das forças de segurança pública, bem como o direito da sociedade à apuração rigorosa, técnica e imparcial dos fatos, ou vai deixar o caso esfriar e terminar em pizza como ocorreu com os desvios da Secretaria de Obras?


Desperdício e falta de planejamento

Neste final de ano o Terminal Rodoviário é um dos lugares mais movimentados de Varginha. São milhares de pessoas saindo e chegando da cidade. O Terminal Rodoviário é uma estrutura pública municipal, sob a gerência da Prefeitura de Varginha, que precisa ser bem cuidado, pois é a primeira impressão causada nos visitantes que chegam à cidade. Contudo, em visitas ao local a coluna identifica problemas que revelam desperdício de dinheiro público e falta de planejamento da Prefeitura de Varginha. Ocorre que o Terminal estava todo acesso, com as poderosas lâmpadas em seu teto em plena 11:00 horas da manhã do dia 23 de dezembro, conforme fotos que a própria coluna registrou. Oras, a conta de energia elétrica da Rodoviária é paga pelos cofres públicos, mesmo que tenhamos abatimento por conta das usinas fotovoltaicas da Prefeitura de Varginha. Ninguém deixa as luzes acessas durante o dia, ainda mais num espaço aberto como a rodoviária. Isso mostra o desperdício de dinheiro público e uma equipe desarticulada naquela estrutura pública. O gasto energético de toda a estrutura da Rodoviária pode chegar facilmente a R$ 5 mil mês, conforme levantamento realizado pela Coluna. Ou seja, são recursos que deixam de ir para o social, e vão pelo ralo do desperdício e falta de planejamento.


Desrespeito e falta de fiscalização

Também no Terminal Rodoviário de Varginha, a coluna flagrou outra falha grave que evidencia o desrespeito ao cidadão e falta de fiscalização da Prefeitura de Varginha/Gerência da Rodoviária. Ocorre que uma das linhas intermunicipais mais movimentadas da Rodoviária, a linha de Varginha à Belo Horizonte, da Saritur, não possui sequer um guichê próprio para atender ao cidadão. A Saritur assumiu há bom tempo as linhas que antes eram da Companhia Gardenia, todavia, a falta de estrutura que víamos na Gardênia parece também ter sido passada à Saritur. A empresa não possui guichê próprio de atendimento na Rodoviária, sendo que provisoriamente (a muito tempo, logo não é provisório, mas sim desrespeito com o consumidor) as passagens da Saritur são comercializadas pela Companhia Bragança. Todavia não existe nenhuma indicação desta informação na Rodoviária. E quem procura por informações públicas no posto municipal da Rodoviária, descobre que mesmo no guichê da Prefeitura, não existe atendente trabalhando no horário de expediente. Isso foi presenciado pela Coluna nas manhãs dos dias 22 e 23 de dezembro. A informação dada por comerciantes do terminal, dão conta que a atendente da Prefeitura de Varginha, que deveria ficar no guichê de informações somente aparece no local próximo das principais partidas de ônibus e depois deixa o posto de trabalho! Afinal, ninguém fiscaliza mesmo!


Desrespeito e falta de fiscalização - 02

O mesmo parece acontecer com o guichê de atendimento da Companhia Bragança, onde estariam sendo comercializadas as passagens da Empresa Saritur. No guichê de atendimento da Bragança, a atendente aparece no posto de trabalho apenas 20 minutos antes das partidas dos ônibus da empresa, o que é um desrespeito ao consumidor. Durante o período (horário comercial) em que a Coluna esteve no Terminal Rodoviário nos dias 22 e 23 de dezembro, foram vários os flagrantes de passageiros que foram ao guichê da Bragança comprar passagens, inclusive da Saritur, mas não encontraram ninguém. O telefone tocando sem parar, pessoas esperando por atendimento na porta do guichê e nada! A pergunta que se faz é se é legal e por quanto tempo teria sido admitido que uma empresa comercializasse passagens de outra empresa de transporte no Terminal Rodoviário de Varginha? Há fiscalização nas companhias de transporte coletivo da Rodoviária? Quem faz este trabalho? Cabe a Prefeitura de Varginha cobrar melhorias no serviço! Afinal, o Terminal Rodoviário de Varginha é muito lucrativo para a Prefeitura e o atendimento regular, informações confiáveis e serviço de transporte coletivo respeitoso é o básico! Diversos passageiros foram ao Terminal Rodoviário de Varginha nos dias 22 e 23 de dezembro comprar passagens, mas quem procurou passagens da Saritur não encontrou passagens para comprar e nem respeito da empresa por seus clientes. Precisou voltar em outro dia ou outra hora, quando a atendente estivesse disposta a trabalhar!


Pinga Fogo

Será que no Réveillon oficial da Prefeitura de Varginha o ex-prefeito Vérdi Melo será convidado a integrar as autoridades no camarote junto com o prefeito ou o rompimento político será oficial e passará a público?


Quem vai para a cadeia primeiro em 2026: o caluniador escrachado Juliano Rodrigues, o responsável pela morte do jovem Kauan ou o responsável pelos desvios na Secretaria de Obras de Varginha? No Brasil com as autoridades de hoje, Rodrigues lidera a disputa!

Nos bastidores, já tem vereador da base do Governo que questiona e é pressionado para fiscalizar mais a fundo muitos problemas da gestão. O caso das irregularidades da Secretaria de Obras foi abafado, o caso Kauan ainda repercute, não pode aparecer outro escândalo, do contrário a blindagem do governo na Câmara não vai suportar


O desconhecido Fisioterapeuta

Não sabia que o ex-presidente do Varginha Tênis Clube, Paulo Victor Freire, que já foi vice-prefeito e presidente da Câmara é um profundo conhecedor de Fisioterapia! Mas certamente deve ser, pois foi nomeado em cargo público municipal neste Governo para gerenciar estrutura pública voltada a área de saúde na especialidade de Fisioterapia. Afinal, se ele não tivesse tal conhecimento específico estaria evidenciada que a nomeação cumpriu apenas gostos e preferências políticas por parte do governo municipal. Mesmo porque, as relações próximas do nomeado com o mundo político, com amigos fortes no Legislativo e Executivo não deveriam ser mais importantes que a responsabilidade legal de indicar pessoas adequadas e especialistas numa área tão importante como a Saúde! Não é mesmo? Mas não devemos nos preocupar, pois a Câmara de Varginha está aí para fiscalizar, como a CPI que não saiu para apurar os desvios na Secretaria Municipal de Obras ou a nota oficial que terceirizou a fiscalização da morte de Kauan pela Guarda Civil Municipal.


Me dá um dinheiro aí!

Mesmo sem pertencer a estrutura municipal de Saúde, o Hospital Regional do Sul de Minas pediu R$ 14 milhões à Prefeitura de Varginha. Ao longo dos anos tem sido comum por parte da Prefeitura de Varginha repasses gordos de dinheiro público ao Hospital Regional. Mas a manutenção daquela estrutura, recentemente identificada como fundação pública, não é de responsabilidade da Prefeitura de Varginha. Logo, todos os recursos entregues ao Regional, pela Prefeitura, deveriam ter um propósito específico de retorno à cidade e não apenas pagamento de custeio, como contas de energia e folha de pagamento! Ademais, embora o Hospital Regional realize um grande trabalho na área de saúde, ele também atende pacientes de outras cidades, que não contribuem na mesma proporção que a Prefeitura de Varginha. Logo, porque apenas o Executivo local teria a maior responsabilidade ou parcela de custos, além dos demais municípios atendidos naquele hospital? Além disso, é de se perguntar se o Hospital Regional, nas falas de seus diretores, já zerou toda a lista de devedores que aguardavam por meses (alguns chegaram a anos) esperando pagamento por produtos ou serviços prestados ao nosocômio. A atual gestão é dinâmica, mas herdou um espólio de problemas e contas que precisa dar solução! E para tanto, deve sim pedir recursos ao Poder Público, mas com proporcionalidade, do Governo Federal, Estadual e das dezenas de Municípios que são atendidos no Hospital Regional! Porquê Varginha teria que arcar com a maior cota?


Sensação de Segurança Jurídica

Neste final de dezembro de 2025 e janeiro de 2026 os poderes Judiciário e Legislativo estão em recesso. O Judiciário saiu de recesso em 20 de dezembro, juntamente com o Ministério Público. No caso destas instituições, muitos de seus integrantes somam o recesso de final de ano com férias em janeiro e há quem volte ao trabalho apenas depois do Carnaval. Afinal, suas excelências do Judiciário e Ministério Público gozam de absurdos 60 dias de férias (fora recessos e pontos facultativos durante o ano). No Congresso Nacional, também deputados e senadores estão em recesso, e em 2026, muitos deles já deixam de estar presentes em Brasília para ficar em suas bases no interior. Já as férias dos vereadores de Varginha, o recesso vai de 23 de dezembro a 30 de janeiro. Diante disso, sem os revezes, leis injustas, sentenças e decisões duvidosas, benefícios próprios, gastança de recursos públicos e aumento de impostos, posso dizer que a sociedade deve se sentir mais aliviada e com maior sensação de segurança jurídica neste momento!


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