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Com clima perfeito em 2025, Minas espera a maior safra de azeite dos últimos anos em 2026

  • 9 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
Com clima perfeito em 2025, Minas espera a maior safra de azeite dos últimos anos em 2026
Divulgação
Olivicultura mineira projeta safra recorde para 2026 após ano climático histórico
Câmara Técnica celebra primeiro aniversário e aponta avanço da produção, pesquisa e organização do setor.

A olivicultura mineira inicia a reta final de preparação para a safra de azeite que começa na virada do ano com uma das projeções mais otimistas da história recente do setor. Após um 2025 marcado por clima amplamente favorável — com frio adequado, chuvas no momento certo e florada intensa — produtores esperam que a colheita de 2026 supere com folga o resultado do ano anterior.

O cenário foi debatido nesta quarta-feira (4/12) na sede da Epamig, em Belo Horizonte, durante reunião que celebrou um ano da Câmara Técnica Setorial da Olivicultura, ligada à Secretaria de Estado de Agricultura. O encontro reuniu produtores, técnicos e representantes do governo, reforçando o alinhamento para o próximo ciclo produtivo.

Safra deve superar 2025 e se aproximar de recorde histórico
A expectativa é de que 2026 ultrapasse a produção de 2025, quando foram extraídos 60 mil litros de azeite — resultado abaixo do esperado devido às condições adversas de 2024. Agora, as oliveiras estão carregadas e apresentam desenvolvimento uniforme, reacendendo a perspectiva de uma safra que pode se aproximar do recorde de 150 mil litros registrados na Serra da Mantiqueira em 2024.

“2025 foi um ano excelente. As condições climáticas favoreceram todo o ciclo. As plantas estão muito carregadas e a expectativa é de uma safra muito superior à do ano passado”, afirmou o coordenador da Câmara Técnica, Moacir Batista Nascimento, que também preside a Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira.

Colheita começa em janeiro e movimenta estrutura do setor
Em algumas áreas da Mantiqueira, os primeiros frutos maduros surgem na segunda quinzena de janeiro. O pico da colheita ocorre de fevereiro a março, podendo avançar até abril nas regiões mais altas.

“Os produtores já se organizam. Tudo precisa estar pronto logo na virada do ano para iniciarmos a colheita e o processamento nos lagares”, acrescentou Moacir.

Minas Gerais reúne cerca de 150 olivicultores — número que pode chegar a 200 ao considerar outros produtores do Sudeste — sendo 65% deles localizados no Sul de Minas, região de altitude elevada e clima frio, condições ideais para o cultivo.

Câmara Técnica completa um ano com avanços e fortalecimento institucional
Criada em novembro de 2024 dentro do Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa), a Câmara Técnica completou um ano com sua primeira reunião presencial. A iniciativa consolidou a articulação entre Estado e produtores, permitindo diagnósticos mais precisos e planejamento integrado.

“A Câmara foi uma conquista importante. Pudemos sentar com o poder público para discutir problemas e soluções. 2026 deve marcar um ano de grande avanço, com produção elevada e fortalecimento das políticas para o setor”, destacou Moacir.

Para a diretora de Comercialização e Mercados da Seapa, Sandra Carvalho, o primeiro ano serviu para mapear demandas. Agora, o desafio, segundo ela, é transformar pesquisas e iniciativas em ações concretas, ampliando a articulação institucional.

Produção mineira é artesanal, de alto custo, mas de qualidade reconhecida
Diferentemente do Rio Grande do Sul — líder nacional, com áreas planas e alta mecanização — Minas Gerais concentra olivais pequenos e médios, em terrenos íngremes e de difícil acesso. Isso encarece a produção e explica o valor do azeite artesanal mineiro, que chega ao consumidor entre R$ 80 e R$ 120 por garrafa de 250 ml.
“O custo é maior porque quase tudo é manual. Mas a qualidade compensa. Quem prova percebe imediatamente o padrão elevado”, afirmou Moacir após degustação promovida no encontro.

O Brasil consome cerca de 100 milhões de litros de azeite ao ano, mas produz menos de 1% desse volume. Embora não influencie significativamente o preço nacional, o mercado de azeites artesanais mineiros cresce, sustentado por qualidade, origem e turismo gastronômico.
Fonte: AgMinas

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Gazeta de Varginha

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