Consumo das famílias recua no terceiro trimestre e governo atribui queda aos juros altos
4 de dez. de 2025
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fonte: itatiaia
O consumo das famílias desacelerou de 1,8% para 0,4% do segundo para o terceiro trimestre de 2025, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (4). A redução foi impulsionada pela queda no consumo de bens duráveis e não duráveis, além do ritmo menor de demanda por itens semiduráveis e serviços, o que ajudou a conter o avanço do setor.
Em nota técnica, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda apontou que a retração está ligada ao desempenho mais fraco dos mercados de trabalho e crédito no período, resultado dos efeitos defasados da política monetária restritiva. Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o crédito ficou mais caro, reduzindo a capacidade de consumo das famílias.
Nos últimos quatro trimestres, o consumo registra alta de 2,1%, abaixo dos 5,1% observados no mesmo período do ano passado e dos 3,2% de 2023, evidenciando uma perda de fôlego da economia. Já o setor de serviços avançou 0,1% no trimestre, sustentando o crescimento do PIB, que também ficou em 0,1%.
O mercado financeiro esperava um avanço maior, de 0,2%, conforme levantamento da Bloomberg. Entre os destaques positivos estão a agropecuária, com alta de 0,4%, e a indústria, que registrou crescimento de 0,8%. A expectativa é que os juros só comecem a recuar em janeiro de 2026.
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