Copom Mantém Taxa Selic em 10,5% e Alerta para Cautela em Cenário Econômico Adverso
1 de ago. de 2024
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira, 31 de julho, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 10,5% ao ano. Esta é a segunda vez consecutiva que a Selic permanece inalterada, refletindo a avaliação do Banco Central de que a conjuntura econômica interna e externa exige cautela.
Segundo comunicado do Banco Central, o processo de desinflação no Brasil deve ser mais lento, e a manutenção da taxa de juros alta é considerada compatível com a convergência das expectativas de inflação em direção à meta. "O ambiente externo mantém-se adverso, devido à incerteza sobre os impactos e a extensão da flexibilização da política monetária nos Estados Unidos e sobre as dinâmicas de atividade e de inflação em diversos países", destacou o Copom.
O documento também menciona a determinação dos bancos centrais das principais economias em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas, em um ambiente com pressões nos mercados de trabalho. O Copom ressalta que o cenário externo, marcado por menor sincronia nos ciclos de política monetária entre países, exige cautela dos mercados emergentes.
O Banco Central retirou do comunicado as previsões de inflação para 2024 e 2025, mantendo apenas a previsão para 2026, que é de 3,4% no cenário de referência e 3,2% em um cenário alternativo, no qual a taxa Selic é mantida constante ao longo do horizonte relevante.
O Banco Central está monitorando "com atenção" os recentes desenvolvimentos da política fiscal, que impactam a política monetária e os ativos financeiros. O Copom destacou a importância de uma política fiscal "crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida", que é crucial para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros.
A menção à política fiscal no documento parece criticar a abordagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal, junto com outros fatores, tem impactado os preços de ativos e as expectativas dos agentes", afirma o Copom. "Uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, impactando a política monetária."
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