Coqueluche: vacinação abaixo da meta de cobertura preocupa autoridades de saúde no Sul de MG
6 de set. de 2024
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Foto: PA via BBC
A vacina contra a coqueluche está disponível para o público-alvo no Sul de Minas, mas as cidades mais populosas da região estão com a cobertura vacinal abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. O aumento de casos da doença, que é infecciosa e altamente transmissível, tem sido notado no Brasil desde o início do ano.
Na última sexta-feira (30), a Secretaria de Saúde de Poços de Caldas confirmou a morte de um bebê de menos de dois meses devido à coqueluche, ocorrida em 19 de julho. Este foi o primeiro óbito pela doença registrado em Minas Gerais desde 2019. Até agora, Poços de Caldas contabiliza três casos confirmados em 2024. O número de casos no estado subiu drasticamente, passando de 14 no ano passado para 131 neste ano.
Apesar disso, o estado de Minas Gerais descarta a existência de um surto. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Campos Prosdocimi, a morte em Poços de Caldas pode ter ocorrido por falta de vacinação durante a gravidez da mãe. Ele destacou que não há surto de coqueluche no estado, mas que a prevenção, especialmente durante a gestação, é crucial para evitar casos graves.
A coqueluche é uma doença infecciosa que afeta as vias respiratórias, causando crises de tosse seca e falta de ar. A doença é altamente transmissível, principalmente por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças até 6 anos, gestantes, e profissionais de saúde que atuam em maternidades e unidades de internação neonatal.
O pediatra Flávio Zenun ressalta que a vacinação em bebês começa aos dois meses de vida, com doses subsequentes aos quatro e seis meses, e que é fundamental que as gestantes também sejam vacinadas. Ele enfatiza que a imunidade conferida pela vacina, embora duradoura, não é permanente, por isso a importância dos reforços, aos 15 meses e aos quatro anos.
Em 2023, a cobertura vacinal para coqueluche no Sul de Minas foi de 84,11%, abaixo da meta de 95%. A Prefeitura de Poços de Caldas informou que, embora a vacinação seja fortemente recomendada, a adesão não é obrigatória por lei e é uma decisão pessoal, protegida por sigilo médico. A Secretaria de Saúde local reitera a importância da vacinação, mas respeita o direito de cada indivíduo em decidir sobre a imunização.
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