Crise Diplomática: Nicarágua Expulsa Embaixador Brasileiro, e Itamaraty Reage com Reciprocidade
9 de ago. de 2024
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O governo da Nicarágua decidiu expulsar o embaixador do Brasil em Manágua, Breno Dias da Costa, após sua ausência na cerimônia de 45 anos da Revolução Sandinista, realizada em 19 de julho. A decisão do governo de Daniel Ortega gerou uma resposta do Itamaraty, que determinou a expulsão da chefe da Embaixada da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matus, em um gesto de reciprocidade diplomática. Segundo o Itamaraty, Breno da Costa deve deixar o país ainda nesta quinta-feira (8).
O governo Ortega havia informado a diplomacia brasileira sobre a possível expulsão do embaixador há cerca de 15 dias, em razão de sua ausência na celebração da Revolução Sandinista, que em 1979 derrubou a ditadura de 40 anos da família Somoza.
Apesar do incidente, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) afirmou que as expulsões não significam uma ruptura das relações diplomáticas entre os dois países. Os serviços consulares para a população brasileira residente na Nicarágua, estimada em cerca de 180 pessoas, serão mantidos.
A expulsão de embaixadores é um ato político que, nas relações internacionais, geralmente indica insatisfação. A relação entre Brasil e Nicarágua vinha se deteriorando desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou, a pedido do papa Francisco, intermediar a libertação de um bispo preso pelo governo nicaraguense. Lula revelou, em uma coletiva em julho, que Ortega não respondeu aos seus pedidos de diálogo.
O governo de Daniel Ortega tem sido alvo de críticas de organizações internacionais de direitos humanos e de vários países, principalmente dos Estados Unidos, que acusam o líder nicaraguense de reprimir a oposição e perseguir críticos com prisões arbitrárias.fonte:agenciaBrasil
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