Cármen Lúcia alerta que voto impresso pode fragilizar a democracia e expor eleitores à coerção
10 de nov. de 2025
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fonte: estado de minas
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou que a impressão do voto não aumenta a segurança das eleições, mas traz riscos à integridade do processo e à liberdade do eleitor. Em entrevista ao Estado de Minas, ela destacou que o voto impresso pode se transformar em instrumento de pressão e controle por parte do crime organizado e de empregadores sobre seus funcionários.
“A impressão do voto não traz segurança ao eleitor, mas insegurança ao eleitor e à sociedade”, afirmou a ministra. Segundo ela, a medida quebraria o sigilo do voto e permitiria que organizações criminosas ou empresários exercessem coerção sobre eleitores em determinadas regiões ou ambientes de trabalho.
Cármen Lúcia ressaltou que as urnas eletrônicas brasileiras são “íntegras, auditáveis e auditadas”, e que o sistema eleitoral é seguro e transparente. Para as eleições de 2026, a ministra afirmou que o TSE reforçará ações contra campanhas de desinformação — um dos principais desafios enfrentados nas eleições de 2022 e 2024.
“O combate à desinformação é uma questão prioritária do mundo contemporâneo, ao lado das questões climáticas e das organizações criminosas”, disse. Ela ainda citou que apenas em Minas Gerais, em 2024, mais de 500 inquéritos foram abertos contra empresas acusadas de coagir funcionários a votar em determinados candidatos.
A ministra também abordou o avanço do crime organizado no financiamento de campanhas e a necessidade de vigilância contínua nas próximas eleições. Segundo Cármen, o grupo especial de monitoramento criado em 2024 continuará ativo em 2026, sob a presidência do ministro Kássio Nunes Marques.
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