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“Dama do Crime”, ligada ao Comando Vermelho em MG, é presa no Rio de Janeiro

  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
Uma ação integrada da Central de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) com a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) resultou na prisão de Anne Casaes, de 38 anos, na cidade de Búzios, no litoral fluminense. A mulher tinha um mandado de prisão em aberto e é conhecida pelas forças de segurança como a “Dama do Crime”.
Segundo a Sejusp-MG, Anne é apontada como elo operacional do Comando Vermelho (CV) entre os estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro, atuando na articulação de atividades criminosas da facção nesses territórios.
Durante as investigações, a Central de Inteligência identificou uma fraude no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), esquema que já havia sido denunciado recentemente pelo Departamento de Operações Especiais (Deoesp). Conforme apurado, o mandado de prisão de Anne teria sido registrado falsamente como cumprido no sistema, por meio do uso irregular de credenciais vinculadas ao CNJ, o que permitiu que ela permanecesse em liberdade.
O caso foi comunicado ao Tribunal de Justiça (TJ), que adotou as providências necessárias para regularizar a situação judicial e expedir um novo mandado de prisão, posteriormente cumprido no Rio de Janeiro.
Em julho de 2025, Anne Casaes já havia sido presa durante uma operação conjunta das polícias civis de Minas Gerais e do Mato Grosso, no curso de uma investigação de fraude no estado mato-grossense. Na ocasião, ela acabou sendo solta por decisão do Poder Judiciário de Mato Grosso, sob a justificativa de que estava recém-operada e era mãe de uma criança pequena.
Após a prisão em Búzios, Anne Casaes está sendo encaminhada para o sistema prisional do estado do Rio de Janeiro.
Defesa se manifestaA defesa de Anne Casaes, representada pelo advogado Marco Assis, classificou a prisão como “completamente arbitrária”. Segundo ele, o mandado refere-se a um processo de 2022 e a Justiça não teria considerado o fato de a investigada ser responsável por um filho menor de idade, de apenas três anos, cujo pai é falecido.
O advogado afirmou ainda que a defesa não tinha conhecimento da suposta fraude relacionada ao cumprimento do mandado de prisão no sistema, destacando que, no processo de execução, Anne ainda constava como presa, por estar em regime de prisão domiciliar. A defesa informou que irá buscar novamente a liberdade da investigada no âmbito da execução penal.

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Gazeta de Varginha

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