Defesa afirma que Marcola nega conhecer Deolane após operação contra o PCC
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Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder do PCC, afirmou desconhecer a influenciadora e advogada Deolane Bezerra após ser informado sobre a Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A declaração foi divulgada pelo advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa do preso.
Segundo o defensor, Marcola recebeu a visita do advogado na Penitenciária Federal e foi comunicado sobre a investigação que resultou na prisão de Deolane. Bruno Ferullo afirmou que o cliente ficou “surpreso e indignado” ao tomar conhecimento da operação e das informações envolvendo o nome da influenciadora.
A defesa declarou que Marcola desconhece Deolane e negou qualquer relação entre os dois. O advogado também destacou que o processo ainda está na fase de inquérito policial e afirmou que o caso se baseia em indícios e suspeitas que ainda precisarão passar pelo contraditório antes de qualquer conclusão definitiva.
A Operação Vérnix teve como alvo integrantes do PCC e pessoas investigadas por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa. Deolane Bezerra foi presa durante a ação e teve bens bloqueados, além da apreensão de veículos.
As investigações apontam que a influenciadora teria ligação financeira com integrantes da organização criminosa. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que a investigação identificou movimentações financeiras e relações com outras vertentes do crime organizado.
A defesa de Deolane declarou que a influenciadora possui “absoluta inocência” e informou que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo. Os advogados também afirmaram que ela apenas exercia sua atividade profissional como advogada e consideraram desproporcionais as medidas adotadas contra a influenciadora.
O caso ganhou repercussão porque Marcola já está preso há anos em penitenciária federal, mas também foi alvo de mandado durante a operação. A investigação segue em andamento e apura a suposta participação de pessoas ligadas ao PCC em um esquema de movimentação e ocultação de recursos financeiros.
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