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Defesa contesta indiciamento no caso Alice e aponta divergência entre descrição do agressor e características dos investigados

  • 11 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

fonte: o tempo
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A defesa dos dois homens indiciados pelo feminicídio de Alice Martins, mulher trans de 33 anos, contestou a conclusão do inquérito e afirma que há um erro grave na investigação. Segundo as advogadas Susan Santos e Luciana Rezende, os clientes são negros e de baixa estatura, enquanto o boletim de ocorrência registrado pela vítima, em 5 de novembro, descrevia o agressor como um homem branco, alto, de cabelos castanhos ou pretos, vestindo calça jeans e blusa preta. A Justiça já recebeu a denúncia apresentada na última semana.
O BO mencionado pela defesa relata ainda que duas pessoas acompanhavam o agressor e “riram da agressão física cometida”, mas essas testemunhas não tiveram suas características físicas descritas por Alice. Para as advogadas, o fato reforça a falta de elementos que apontem para os investigados. Em nota, a defesa afirmou que não há provas que vinculem os dois ao crime e que informações essenciais estariam sendo ignoradas.
Um dos indiciados, jovem de 20 anos, afirmou à reportagem que vive recluso e teme ser linchado por algo que diz não ter cometido. Ele acredita ter sido apontado por ser “preto e pedreiro”, o que, segundo ele, o tornaria mais vulnerável diante da Justiça. O rapaz admitiu apenas ter cobrado uma conta de Alice no Rei do Pastel 3, mas negou as agressões, alegando que os ruídos interpretados pela Polícia Civil como golpes seriam, na verdade, o som de um salto no chão.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil disse que não comenta inquéritos já concluídos e encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário. O MP foi questionado, mas ainda não havia se manifestado até a publicação.

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Gazeta de Varginha

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