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Deputado Val Ceasa é alvo de operação contra agentes públicos suspeitos de vínculos com o TCP

  • 18 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O deputado estadual Val Ceasa (PRD) foi alvo, nesta quinta-feira (18), de uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), apontado como a segunda maior facção do tráfico de drogas do estado.

Também foram alvos de mandados de busca e apreensão o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (União Brasil) e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, a força-tarefa cumpriu 14 mandados expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Um dos endereços alcançados pela operação foi a sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Durante as buscas realizadas na residência de Val Ceasa, os agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie.

De acordo com os investigadores, há indícios de que os agentes públicos investigados atuaram para tentar impedir a demolição de imóveis de luxo ligados ao Terceiro Comando Puro. Entre eles estava o chamado “Resort Green”, atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado como chefe da facção.

As investigações tiveram início na Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf), da Polícia Civil, e posteriormente foram encaminhadas ao Ministério Público do Rio de Janeiro. O procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, solicitou as medidas cautelares, que foram autorizadas pela Justiça.

Segundo o MPRJ, os investigados teriam utilizado a influência dos cargos públicos para argumentar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. No entanto, as apurações indicam que essa justificativa não correspondia aos fatos.

O “Resort Green” estava localizado em uma área de preservação ambiental em Parada de Lucas, região que integra o Complexo de Israel, principal reduto do TCP. O imóvel possuía piscinas e um lago utilizado para a criação de carpas.

Os mandados foram cumpridos na Alerj, na Ceasa e em outros endereços situados na capital fluminense e no Espírito Santo.

Em nota, a Prefeitura do Rio informou que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não faz parte do quadro de servidores municipais. Segundo a administração municipal, atos publicados em 10 de novembro de 2025 referentes à nomeação de Ulisses foram anulados em 17 de novembro do mesmo ano, após análise da Secretaria de Integridade, que reprovou sua nomeação.

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Gazeta de Varginha

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