DER-MG amplia monitoramento das rodovias em Minas Gerais, investe em tecnologia e fortalece gestão da malha estadual até 2028
20 de mar.
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O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) vem consolidando um sistema contínuo de monitoramento das rodovias estaduais, com levantamentos periódicos das condições do pavimento e pesquisas de tráfego. As informações são utilizadas para orientar o planejamento, a manutenção e a melhoria da infraestrutura viária em todo o estado.
A primeira fase ocorreu entre 2022 e 2023, com coleta de dados em cerca de 25 mil quilômetros de rodovias, incluindo trechos pavimentados e não pavimentados, além da contagem de tráfego em mais de mil pontos da malha. O trabalho marcou a retomada de um diagnóstico amplo das condições das rodovias mineiras, que não era realizado desde 2008, e fortaleceu a política de gestão de ativos do DER-MG ao reunir dados técnicos para definir prioridades de investimento.
A contagem volumétrica classificada permite identificar o volume de veículos e sua divisão por categorias, como automóveis, ônibus e caminhões, sendo essencial para avaliar o fluxo, dimensionar pavimentos e planejar intervenções conforme a demanda. Também foram realizadas pesquisas de origem e destino e análises das condições estruturais do pavimento, com fiscalização em campo para garantir a confiabilidade das informações. O investimento total supera R$ 22 milhões ao longo de quatro anos.
Segundo a gerente de Gestão de Ativos Rodoviários do DER-MG, Bruna Beltrão Beleigoli, o monitoramento contínuo torna os investimentos mais estratégicos. "Esse trabalho contribui para tornar os investimentos em manutenção e melhorias cada vez mais estratégicos e eficientes". Ela acrescenta que o uso de dados atualizados permite identificar com mais precisão as demandas e definir as intervenções mais necessárias.
Em 2025, o DER-MG iniciou uma nova etapa do programa, com conclusão prevista até 2028. O novo ciclo prevê levantamento detalhado em cerca de 20 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e aumento da densidade dos pontos de coleta, agora a cada 20 metros. Também estão previstos 100 postos de pesquisa de origem e destino e 500 pontos de contagem de tráfego, ampliando em cerca de 50% o volume de dados.
A nova fase inclui ainda a modernização do processamento das informações, com entregas digitais, validações automatizadas e armazenamento em nuvem. Os dados passam a ser integrados em um sistema que permite visualização por mapas e indicadores, facilitando a tomada de decisões e o planejamento das ações do órgão.
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