Desempenho da economia desacelera em maio com queda da indústria e do comércio
21 de jul.
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A atividade produtiva do Brasil e de Minas Gerais registrou desaceleração em maio, segundo o Indicador de Dinâmica Produtiva (IdP), levantamento elaborado pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Carmo de Minas), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo UNIS e o GEESUL.
O IdP é um indicador conjuntural calculado mensalmente a partir de dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a Pesquisa Mensal do Comércio Varejista Ampliado (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). As informações utilizadas possuem defasagem de dois meses.
Em maio, o indicador nacional apresentou retração de 0,23%, revertendo o avanço de 0,36% registrado em abril. Entre os setores analisados, apenas a agricultura apresentou crescimento, com alta de 0,25%. A indústria recuou 0,18%, registrando sua primeira queda em 2026. Já o conjunto formado por comércio e serviços caiu 0,30%, resultado da retração de 0,36% nos serviços e de 0,24% no comércio varejista ampliado. Na comparação com maio de 2025, o IdP nacional ainda apontou leve crescimento de 0,28%. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), também indicou desaceleração. Em maio, o índice avançou apenas 0,1% em relação a abril. Segundo o coordenador do IdP, professor Pedro Portugal, embora o resultado tenha permanecido positivo, ele demonstrou uma economia em ritmo mais lento, ainda que com intensidade menor do que a apontada pelo indicador desenvolvido pelos pesquisadores. Em relação a maio de 2025, o IBC-Br registrou alta de 0,8%.
Em Minas Gerais, o cenário também foi de retração. O IdP estadual apresentou queda de 0,71% em maio, após crescimento de 0,73% em abril. Assim como ocorreu no cenário nacional, somente a agropecuária teve desempenho positivo, com alta de 0,21%.
Os setores de comércio e serviços registraram retração conjunta de 0,33%. Enquanto os serviços cresceram 0,13%, o comércio varejista ampliado caiu 0,81%. O principal impacto negativo veio da indústria, que apresentou recuo de 1,69% no período.
De acordo com Pedro Portugal, a expectativa dos pesquisadores era de estabilidade na atividade econômica durante maio, mas o cenário acabou sendo diferente. Segundo ele, fatores externos, especialmente relacionados às tensões no Oriente Médio, influenciaram negativamente os setores industrial, comercial e de serviços, com reflexos mais intensos no segmento de transportes. O desempenho positivo observado em abril acabou sendo revertido no mês seguinte.
As projeções elaboradas pelos pesquisadores para junho indicavam uma recuperação da atividade econômica tanto no Brasil quanto em Minas Gerais, impulsionada por uma adaptação dos setores produtivos às instabilidades do cenário internacional. Entretanto, esses números dependem da divulgação oficial dos indicadores econômicos para confirmação.
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