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Desemprego em Queda: Taxa Fica em 7,5% em Abril, mas Informalidade Aumenta

  • 29 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura
Desemprego em Queda mas Informalidade Aumenta
Reprodução/Agencia Brasil

A taxa de desemprego no Brasil manteve-se estável em 7,5% no trimestre encerrado em abril, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 29. Este é o menor índice para um trimestre móvel desde 2014, quando a taxa foi de 7,2%.

Em comparação ao trimestre anterior, a taxa de desocupação apresentou uma ligeira queda, passando de 7,6% para 7,5%. Em termos anuais, a redução foi mais significativa, com a taxa caindo de 8,5% para 7,5%. O número de pessoas desempregadas ficou em 8,2 milhões, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior, mas representando uma queda de 9,7% em comparação ao ano passado.

A população ocupada também se manteve estável no trimestre, totalizando 100,8 milhões de pessoas. Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, explicou que a estabilização da taxa de desemprego deve-se, em parte, à recuperação do comércio no primeiro trimestre e ao aumento das contratações no setor de educação básica pública.

Recorde de Trabalhadores sem Carteira Assinada
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua revelou que o número de empregados sem carteira assinada atingiu um recorde histórico, chegando a 13,6 milhões. Este aumento representa uma alta de 6,4% (813 mil pessoas) em comparação ao ano anterior.

Apesar do recorde de trabalhadores informais, o número de empregados com registro em carteira (excluindo trabalhadores domésticos) também alcançou um novo patamar, com 38,1 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica.
Entre os trabalhadores informais, houve uma ligeira queda de 0,5% no trimestre, totalizando 39 milhões de pessoas. A taxa de informalidade diminuiu de 39% para 38,7% no período.

Beringuy destacou que a expansão da ocupação tem sido impulsionada principalmente pelos empregados no setor privado, tanto com quanto sem carteira assinada. "A expansão da ocupação, nos últimos trimestres, vem ocorrendo por meio dos empregados, que superaram outras formas de inserção, como a dos trabalhadores por conta própria e os empregadores", afirmou.

Rendimento e Massa de Rendimento em Alta
O rendimento médio real dos empregados em abril foi de R$ 3.151, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior. No entanto, na comparação anual, houve um aumento de 4,7%. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 313,1 bilhões, estabelecendo um novo recorde na série histórica do indicador. Este valor não apresentou variação significativa em relação ao trimestre anterior, mas subiu 7,9% em comparação com o mesmo trimestre de 2023.

Estes dados mostram um panorama misto do mercado de trabalho no Brasil, com avanços na redução do desemprego, mas também com um aumento significativo na informalidade, refletindo os desafios contínuos na criação de empregos formais e na melhoria das condições de trabalho para a população.

Fonte: Revista Oeste

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Gazeta de Varginha

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