Doze migrantes morrem em dois naufrágios no Mar Egeu; embarcações viraram durante perseguição da guarda costeira grega
há 1 dia
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Reprodução/ IA
Doze migrantes perderam a vida em dois naufrágios distintos ocorridos na costa da Grécia, nas ilhas de Samos e Lesbos, no nordeste do Mar Egeu, nesta segunda-feira (19). No primeiro incidente, perto de Samos, uma lancha que transportava pessoas vindas da Turquia fez uma manobra repentina e virou durante perseguição da guarda costeira. Cinco homens e uma mulher morreram; outros 14 sobreviveram e foram resgatados. Um cidadão iraniano, que estava entre os sobreviventes, foi preso sob suspeita de ser o responsável pelo transporte irregular. As buscas por possíveis desaparecidos prosseguiam ao longo do dia.
O segundo acidente aconteceu na região de Agrilia, em Lesbos. A embarcação colidiu com uma unidade da própria guarda costeira grega e virou. Nesse caso, morreram quatro homens, uma mulher e um bebê — seis vítimas no total. Oito pessoas foram levadas com vida para atendimento médico. As autoridades detiveram um cidadão turco de 37 anos, identificado como o condutor do barco e suposto líder do grupo de contrabando. O ministro da Navegação da Grécia, Vassilis Kikilias, informou que as evidências preliminares apontam que a lancha bateu com a proa no lado esquerdo da embarcação oficial, e que as circunstâncias exatas do choque seguem sob investigação.
O governo grego reafirmou postura rígida diante dos fatos. "Nossa posição é inegociável: tolerância zero para contrabandistas", declarou Kikilias em publicação na rede social X. A responsabilidade pelas mortes é atribuída oficialmente aos organizadores das travessias, que agem sem respeitar condições mínimas de segurança. A Grécia segue sendo uma das principais portas de entrada de migrantes e refugiados na Europa, rota que se intensificou especialmente entre 2015 e 2016, quando quase um milhão de pessoas desembarcaram vindas da Turquia. Desde então, o país adotou medidas mais restritivas de controle nas fronteiras.
A postura grega, porém, tem sido alvo de críticas por parte de organizações de defesa dos direitos humanos. Grupos acusam as autoridades de realizar repatriações à força de migrantes e solicitantes de asilo, devolvendo-os para a Turquia sem análise de seus pedidos — prática que a Grécia nega. O governo afirma que a guarda costeira atua sempre com respeito à vida e à legislação internacional. Os naufrágios desta segunda-feira reacenderam o debate sobre a segurança nas rotas marítimas do Mediterrâneo e a responsabilidade dos países europeus na proteção de vidas que buscam refúgio ou melhores condições de vida no continente.
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