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Entenda por que a montanha Pickaxe virou alvo dos EUA e o papel das bombas antibunker

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A montanha Pickaxe, localizada na região central do Irã, passou a ocupar o centro das atenções após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende atacar o local. Durante entrevista ao radialista Hugh Hewitt, Trump declarou que o governo americano acompanha de perto a atividade na região e afirmou que a montanha poderá ser alvo de uma ofensiva em um futuro próximo.

O local fica ao lado da usina de enriquecimento de urânio de Natanz, considerada uma das principais instalações nucleares iranianas. A área é uma das mais protegidas do país e abriga estruturas subterrâneas construídas para resistir a ataques aéreos. Embora Israel e os Estados Unidos já tenham realizado bombardeios na região, ainda não há confirmação sobre a extensão dos danos causados às instalações.

Imagens de satélite e análises de especialistas indicam que sob a montanha existem dois grandes complexos de túneis escavados em grande profundidade. O conteúdo dessas estruturas não é conhecido publicamente, mas há suspeitas de que elas abriguem equipamentos importantes para o programa de enriquecimento de urânio do Irã. O governo iraniano, por sua vez, sustenta que seu programa nuclear possui finalidade exclusivamente pacífica.

Por estarem protegidas por uma espessa camada de rocha, essas instalações são consideradas um desafio para ataques convencionais. Especialistas afirmam que uma eventual tentativa de atingir os túneis exigiria o emprego de bombas antibunker, armamentos desenvolvidos para perfurar o solo antes da explosão e alcançar estruturas fortificadas localizadas abaixo da superfície.

Entre as armas capazes de cumprir esse tipo de missão está a GBU-57, bomba antibunker de aproximadamente 14 toneladas desenvolvida pelos Estados Unidos para destruir alvos profundamente enterrados. O armamento é lançado por bombardeiros estratégicos e foi projetado para penetrar grandes camadas de concreto e rocha antes da detonação, aumentando a capacidade de atingir instalações subterrâneas fortificadas.

Apesar das declarações de Trump, não houve anúncio oficial de uma operação contra a montanha Pickaxe. O presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos continuam monitorando a região e reiterou que novas ações militares poderão ser adotadas caso considerem necessário. Enquanto isso, a área permanece como um dos pontos mais sensíveis da disputa envolvendo o programa nuclear iraniano e as tensões entre Teerã e Washington.

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Gazeta de Varginha

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