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Enviado de Trump, Steve Witkoff, viajará à Rússia após reunião com Zelensky para apresentar nova proposta de paz

há 10 horas
2 min de leitura

Reprodução
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O enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff, deverá viajar à Rússia em seguida às reuniões que serão realizadas na Noruega nesta terça-feira (20), com o objetivo de apresentar a Vladimir Putin um novo plano de paz elaborado em estreita consulta com a Ucrânia e parceiros europeus. A informação foi confirmada por uma autoridade americana, que explicou: "Witkoff espera se reunir com o presidente Putin e apresentar ideias desenvolvidas em estreita consulta com a Ucrânia e parceiros europeus". A iniciativa marca uma nova etapa da diplomacia dos EUA para tentar encerrar o conflito, num momento em que a relação entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, passa por forte desgaste.

A estratégia norte-americana opera em "duas frentes paralelas", conforme detalhou a mesma fonte. A primeira busca definir garantias de segurança para a Ucrânia e uma estrutura econômica que viabilize a reconstrução do país após o fim das hostilidades. A segunda pretende criar condições para uma "paz duradoura", com uma proposta abrangente dirigida à Rússia que aborde as questões consideradas necessárias para encerrar a guerra, estabeleça uma nova arquitetura de segurança entre a Rússia e a Europa e explore possibilidades de cooperação econômica no período pós-conflito. Equipes técnicas trabalharam nos últimos dias para aperfeiçoar os textos que serão levados às reuniões.

Para impulsionar o processo, Trump ofereceu medidas de alívio econômico a Moscou, incluindo o adiamento de um pacote de novas sanções e a suspensão de restrições à venda de diesel russo. Paralelamente, fez declarações críticas a Zelensky, acusando-o de prolongar a guerra e sugerindo que deveria ser substituído. O desentendimento público entre os dois líderes gerou incerteza sobre a unidade da posição internacional em relação à guerra. Já o enviado Jared Kushner, genro de Trump, não participará presencialmente das conversas na Noruega por estar com gripe, devendo acompanhar os trabalhos de forma remota.

A viagem a Moscou também terá um objetivo humanitário: Witkoff buscará a libertação de Stephen Hubbard, cidadão americano detido na Rússia e acusado de lutar como mercenário pela Ucrânia. O governo dos Estados Unidos classifica a detenção como injusta e considera o caso prioridade. A combinação de incentivos econômicos, propostas de segurança e esforços para libertar o refém demonstra a amplitude da iniciativa, cujos resultados ainda são incertos, mas que representa a tentativa mais direta da administração Trump até agora de levar os dois lados a um acordo.

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