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Escritório de esposa de Alexandre de Moraes recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master, segundo dados enviados à CPI

  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025. As informações constam em declarações de Imposto de Renda da própria instituição financeira.

Os valores foram levantados pela comissão a partir dos dados fiscais do banco, que era comandado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi preso em março, e o banco acabou sendo liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, o que levou à interrupção dos pagamentos.

Procurado pela reportagem, o escritório Barci de Moraes afirmou que não confirma as informações divulgadas, classificando os dados como incorretos e obtidos de forma ilícita. Em mensagem enviada, a defesa destacou que informações fiscais são protegidas por sigilo.

Apesar da negativa, a própria advogada já havia reconhecido anteriormente a prestação de serviços ao Banco Master. Em nota pública divulgada em março, o escritório informou ter realizado ampla consultoria e atuação jurídica para a instituição financeira.

O comunicado também detalhou que os serviços envolveram uma equipe de 15 advogados, além da subcontratação de outros três escritórios. Ao todo, foram realizadas 79 reuniões na sede do banco durante o período de atuação. O valor total dos honorários, no entanto, não foi informado na ocasião.

Reportagem anterior revelou que o escritório mantinha um contrato com o Banco Master que poderia chegar a R$ 129 milhões, com pagamentos mensais previstos entre 2024 e 2027. Com a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, esses repasses foram encerrados antes do término do contrato.

O caso envolve documentos analisados pela CPI e informações fiscais do banco, inserindo o tema no contexto das investigações sobre a atuação do Banco Master e suas relações financeiras.

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Gazeta de Varginha

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