Especialistas apontam preocupações com metas de saneamento em Minas após privatização da Copasa
há 7 horas
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Apesar da conclusão da privatização da Copasa, especialistas do setor de infraestrutura avaliam que Minas Gerais ainda enfrenta desafios para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto previstas no marco legal do saneamento. A principal preocupação é garantir que os investimentos prometidos sejam executados dentro dos prazos estabelecidos e alcancem os municípios que ainda apresentam déficits de atendimento.
Segundo a análise, a mudança no controle da companhia representa apenas uma etapa do processo. A efetiva ampliação da cobertura dos serviços dependerá da capacidade da empresa de executar obras de infraestrutura, ampliar redes de abastecimento e coleta de esgoto e cumprir os compromissos assumidos durante a privatização.
Outro ponto destacado é a necessidade de fortalecer a fiscalização por parte das agências reguladoras. Especialistas afirmam que o acompanhamento dos indicadores de qualidade, dos investimentos e do cumprimento das metas será determinante para assegurar que a prestação dos serviços avance conforme previsto nos contratos firmados após a desestatização.
Também há preocupação com a situação dos municípios menores e de regiões mais afastadas, onde a expansão da infraestrutura costuma exigir investimentos elevados e apresentar menor retorno financeiro. A avaliação é de que essas localidades precisarão receber atenção especial para que as metas de universalização sejam atingidas dentro do cronograma previsto.
A privatização da Copasa foi defendida pelo governo de Minas Gerais como uma forma de ampliar a capacidade de investimentos e acelerar a universalização do saneamento. Já analistas ressaltam que o sucesso da operação dependerá não apenas da mudança de controle da companhia, mas da execução efetiva dos projetos previstos e da manutenção da qualidade dos serviços prestados à população.
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