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Estradas precárias ameaçam competitividade do Estado

  • 24 de jun.
  • 2 min de leitura
Minas Gerais reúne condições estratégicas para se consolidar como um dos principais corredores logísticos do Brasil, mas ainda enfrenta desafios relacionados à qualidade de sua infraestrutura viária. Com a maior malha rodoviária do país, estimada em cerca de 272 mil quilômetros, o Estado ocupa posição privilegiada entre importantes centros produtores e consumidores, fator que pode impulsionar o desenvolvimento econômico de diversas regiões, incluindo o Sul de Minas.
A discussão ganha ainda mais importância diante do crescimento do agronegócio mineiro, que em 2025 assumiu a liderança das exportações estaduais ao movimentar US$ 19,8 bilhões. Grande parte dessa produção depende do transporte rodoviário para chegar aos centros de distribuição, portos e mercados consumidores.
Rodovias impactam custos e competitividade
Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que 65,4% das estradas avaliadas em Minas Gerais foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas. Segundo o levantamento, essas condições podem elevar em até 34,8% os custos operacionais do transporte devido ao maior consumo de combustível, desgaste dos veículos e aumento do tempo de viagem.
Para uma região como o Sul de Minas, referência nacional na produção de café, leite, grãos e produtos industrializados, a qualidade das rodovias influencia diretamente a competitividade das empresas e o preço final dos produtos.
Sul de Minas tem posição estratégica
Além da forte produção agropecuária, o Sul de Minas está localizado em uma área considerada estratégica, com ligação entre importantes mercados consumidores dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Para representantes do setor de transporte e logística, a modernização das rodovias e a melhoria dos acessos regionais podem facilitar o escoamento da produção, reduzir custos e ampliar a capacidade de atração de novos investimentos.
Outro ponto destacado é a necessidade de fortalecer estruturas intermodais, integrando o transporte rodoviário a outros sistemas logísticos, como ferrovias e centros de distribuição, tornando o fluxo de cargas mais eficiente.
Investimentos podem impulsionar desenvolvimento
Especialistas avaliam que a infraestrutura logística deve ser tratada como uma estratégia de desenvolvimento econômico e não apenas como uma demanda do setor de transportes.
A recuperação de rodovias, a pavimentação de acessos a áreas produtoras e a ampliação de terminais de distribuição são apontadas como medidas capazes de reduzir custos operacionais, aumentar a competitividade das empresas e gerar novos empregos.
Com a expansão do agronegócio e o crescimento das atividades industriais, Minas Gerais reúne potencial para fortalecer sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Para isso, representantes do setor defendem investimentos que permitam transformar a localização privilegiada do Estado em uma vantagem competitiva, beneficiando produtores, empresários e consumidores em todas as regiões mineiras, especialmente no Sul de Minas.

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Gazeta de Varginha

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