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MPT abre inquérito para investigar "reality dos empregados" promovido por Viih Tube e Eliezer

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades trabalhistas relacionadas ao chamado "reality dos empregados", criado pelos influenciadores digitais Viih Tube e Eliezer. A investigação foi aberta após a ampla repercussão do caso nas redes sociais e questionamentos sobre a exposição dos funcionários domésticos do casal.

Batizado de "As Patroas", o programa colocava empregados da residência dos influenciadores em uma competição envolvendo provas, pontuação e premiações em dinheiro, além de benefícios como redução da carga de trabalho. A dinâmica gerou críticas de internautas, que acusaram o casal de transformar relações de trabalho em entretenimento e de expor os funcionários ao público.

Em nota, o MPT informou que tomou conhecimento da iniciativa por meio da imprensa e decidiu abrir procedimento para investigar os fatos e verificar se houve violação da legislação trabalhista. O órgão não detalhou quais possíveis irregularidades estão sendo analisadas.

A controvérsia também levou o Tribunal Superior do Trabalho a se manifestar nas redes sociais. Em publicação, o tribunal alertou que situações vexatórias no ambiente profissional podem configurar assédio moral e violação de direitos trabalhistas, destacando que "humilhação não é entretenimento" e que o respeito deve prevalecer em qualquer relação de trabalho, inclusive no emprego doméstico.

O primeiro episódio do reality foi divulgado na terça-feira (30) e, segundo os influenciadores, novos episódios seriam publicados semanalmente. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Viih Tube afirmou que funcionários que optassem por não participar da competição seriam automaticamente eliminados da disputa. Os participantes concorriam a prêmios entre R$ 1 mil e R$ 3 mil por prova, além de um prêmio final de R$ 20 mil para o vencedor.

Após a repercussão negativa, os vídeos do programa foram removidos das redes sociais do casal. Algumas funcionárias, no entanto, usaram seus perfis para defender os empregadores e afirmar que participaram da iniciativa voluntariamente e estavam animadas com as premiações oferecidas.

A CNN Brasil informou que procurou a defesa dos influenciadores para comentar a abertura do inquérito. Até a publicação da reportagem, não havia posicionamento oficial do casal sobre a investigação do Ministério Público do Trabalho.

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Gazeta de Varginha

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