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Estudantes discutem maneiras de contornar a proibição de celulares nas escolas e chamam a lei de "micão".

  • 24 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Alunos do 1º ano de um colégio particular na zona sul de São Paulo expressaram indignação contra a lei sancionada pelo presidente Lula (PT) que proíbe o uso de celulares nas escolas. Em um grupo no WhatsApp, eles chamaram a medida de "micão" e discutiram formas de burlá-la.

Uma das táticas mais mencionadas é esconder o celular debaixo da roupa, com os estudantes questionando quem ousaria revistá-los. Outra jovem sugeriu deixar o Iphone na lancheira e, caso fosse flagrada mexendo no aparelho, já teria uma resposta pronta: "Comer agora é crime?". Um colega ainda falou que planeja ir ao banheiro a cada meia hora para acessar as redes sociais, justificando com uma desculpa comum: "É normal alguém ter dor de barriga, né?".

Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), os alunos também expressaram seu descontentamento, fazendo críticas à gestão federal. "O governo também está preocupado com falta de merenda? Bullying? Um transporte bom para as pessoas?", questionou uma das jovens.

Além da lei federal sancionada por Lula no último dia 13, o estado de São Paulo também aprovou a proibição do uso de celulares em escolas públicas e privadas, desde a educação infantil até o ensino médio. Essa medida foi sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em dezembro e já vale para o ano letivo de 2025, embora a forma de implementação ainda esteja sendo discutida.
O debate sobre a proibição do uso de celulares nas escolas é baseado em estudos que apontam a correlação entre o aumento do uso dos smartphones e a queda no desempenho acadêmico, além do crescimento de problemas relacionados à saúde mental entre jovens.

Vários países, como França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Itália e Holanda, já possuem leis que restringem o uso de celulares nas escolas. No entanto, muitos estudantes se incomodam com a proibição até mesmo durante os intervalos, já que muitos deles consideram a internet uma forma de escapar da falta de amigos.

A lei federal proíbe o uso de celulares e outros dispositivos móveis, como tablets e relógios conectados à internet, em todo o ambiente escolar, incluindo aulas, intervalos e atividades extracurriculares. Exceções são permitidas em casos de acessibilidade, inclusão, saúde ou outros direitos fundamentais.

Para ajudar na implementação da medida, o Ministério da Educação (MEC) realizará uma campanha nacional entre janeiro e março deste ano. No primeiro mês, o foco será engajar gestores e professores, com seminários e cursos sobre o impacto do uso de celulares nas escolas. Em fevereiro, a campanha se expandirá para envolver famílias e educadores, enquanto em março o MEC se concentrará nos estudantes, oferecendo apoio aos grêmios estudantis e criando atividades educativas.

Embora a lei federal não determine onde os celulares devem ser guardados, deixando espaço para que os alunos escolham esconder os aparelhos como quiserem, a legislação de São Paulo exige que os celulares sejam armazenados "de forma segura e inacessível". Os estudantes são responsáveis pela guarda dos aparelhos, e a lei estipula que, em caso de danos ou perda, a responsabilidade é deles.

Fonte:O tempo

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Gazeta de Varginha

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