Estudo identifica células-chave que podem prevenir ou tratar alergias alimentares
6 de mai. de 2025
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Um estudo da Universidade de Washington revelou um avanço promissor no tratamento e prevenção de alergias alimentares. Os pesquisadores identificaram um tipo específico de célula imunológica do intestino, as células dendríticas RORγt+, responsáveis por manter a tolerância a alimentos, impedindo reações alérgicas.
A pesquisa, publicada na revista Cell, foi conduzida com camundongos. Quando essas células foram removidas dos animais, eles passaram a apresentar reações graves a proteínas alergênicas, como a ovoalbumina (clara do ovo). Já os camundongos que mantiveram essas células permaneceram saudáveis, mesmo expostos aos alérgenos.
Segundo os cientistas, a descoberta mostra que essas células são fundamentais para “ensinar” o organismo a reconhecer alimentos como substâncias inofensivas, evitando que o sistema imunológico reaja de forma exagerada. Essa ação de “tolerância alimentar” é o que normalmente impede alergias em pessoas saudáveis.
Atualmente, o tratamento padrão contra alergias alimentares é apenas reativo — evita-se o alimento e utiliza-se a EpiPen (injeção de adrenalina) em emergências. A nova abordagem, porém, abre caminho para atuar antes da reação imunológica, prevenindo a alergia de forma efetiva e duradoura.
Estima-se que cerca de 6% das crianças e 3,5% dos adultos brasileiros sofram de alergias alimentares. Se os resultados em camundongos forem confirmados em humanos, essa pode ser uma das estratégias mais revolucionárias já vistas no campo da imunologia alimentar.
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