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Estudo sobre desativação de presídio em Boa Esperança gera preocupação com impactos na segurança pública

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O estudo sobre a possível desativação do presídio de Boa Esperança (MG) gerou preocupação no município, especialmente em relação aos possíveis impactos na segurança pública local. A análise ainda estava em andamento e não havia decisão oficial sobre o fechamento da unidade, conforme informações divulgadas no período. Paralelamente, a nova penitenciária de Lavras (MG), que poderia receber os detentos da unidade de Boa Esperança, ainda estava em fase de construção e não possuía previsão definida de entrega. O projeto previa capacidade para 628 detentos, número que representava quase o triplo da atual estrutura do presídio de Lavras. A obra era de responsabilidade da mineradora Vale e havia sofrido atrasos em razão das chuvas, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que não havia estabelecido prazo para conclusão.
Enquanto a nova unidade não era finalizada, a situação em Boa Esperança seguia sendo acompanhada com atenção por autoridades locais. A Sejusp confirmava que realizava estudos sobre a desativação, mas reforçava que, até aquele momento, não havia decisão oficial sobre o fechamento de qualquer unidade prisional no estado.
Em entrevista concedida à TV Boa Esperança, o delegado Alexandre Boaventura alertava para os impactos operacionais que uma eventual desativação poderia causar no atendimento policial do município. Segundo ele, a transferência de presos exigiria deslocamentos longos, o que poderia comprometer a rotina de trabalho das equipes da Polícia Civil, reduzindo a disponibilidade de investigadores na cidade durante parte do dia.
O delegado também destacava que os efeitos poderiam atingir a atuação da Polícia Militar, já que a ausência de estrutura local adequada para o recebimento de detentos poderia exigir deslocamentos para outras cidades. Isso, segundo ele, impactaria diretamente o policiamento ostensivo e a capacidade de resposta das forças de segurança no município.
Apesar das preocupações levantadas por autoridades locais, o governo estadual reforçava que a situação permanecia em fase de análise e que não havia definição sobre o futuro do presídio de Boa Esperança.

Gazeta de Varginha

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