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Etanol na gasolina: veja quais veĆ­culos podem sentir os efeitos da nova mistura

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Reprodução
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A ampliação da proporção de etanol misturado à gasolina deve provocar impactos distintos conforme o tipo e a idade dos veículos em circulação no Brasil. Segundo especialistas, a maioria dos automóveis flex não deverÔ apresentar dificuldades para operar com a nova composição, jÔ que esses modelos foram projetados para funcionar com diferentes proporções de etanol e contam com sistemas eletrÓnicos capazes de ajustar automaticamente o funcionamento do motor.

Os veículos movidos exclusivamente a gasolina fabricados mais recentemente também tendem a operar normalmente, desde que tenham sido desenvolvidos para atender às especificações adotadas no mercado brasileiro. Ainda assim, alguns automóveis mais antigos, importados ou produzidos para mercados com menor teor de etanol na gasolina podem apresentar alterações no funcionamento, como perda de desempenho, aumento no consumo de combustível e dificuldades de partida, dependendo das características do motor.

Especialistas explicam que os motores flex conseguem identificar a composição do combustível e ajustar parâmetros como injeção e ignição para manter o funcionamento adequado. JÔ veículos sem essa tecnologia podem não compensar totalmente a maior quantidade de etanol presente na gasolina, tornando-se mais suscetíveis a mudanças de desempenho ou dirigibilidade.

Outro grupo que pode exigir atenção é o de automóveis antigos, especialmente aqueles produzidos antes da popularização dos motores preparados para as misturas atualmente utilizadas no país. Componentes do sistema de alimentação e calibrações desenvolvidas para combustíveis com menor concentração de etanol podem sofrer maior desgaste ou apresentar funcionamento menos eficiente com a nova gasolina.

De acordo com especialistas, não hÔ expectativa de problemas para a maior parte da frota nacional, formada predominantemente por veículos flex. Mesmo assim, proprietÔrios de modelos antigos ou importados devem consultar as recomendações das montadoras para verificar a compatibilidade com a nova composição do combustível e seguir as orientações específicas para cada veículo.

A mudança faz parte da política de aumento da participação de biocombustíveis na gasolina comercializada no país. Conforme os especialistas ouvidos pela reportagem, o impacto para a maioria dos motoristas tende a ser pequeno, enquanto os efeitos mais perceptíveis devem se concentrar em modelos que não foram projetados para operar com percentuais mais elevados de etanol na mistura.

Gazeta de Varginha

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