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EUA convidam Brasil a integrar bloco comercial de minerais críticos em tentativa de contrabalançar domínio chinês

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O governo dos Estados Unidos convidou o Brasil a integrar um novo bloco comercial voltado à produção e comércio de minerais críticos, iniciativa anunciada em 4 de fevereiro de 2026 durante reuniões no Departamento de Estado dos EUA em Washington, informou a CNN Brasil. Trata-se de uma proposta estratégica do Executivo americano para organizar um grupo internacional que atue sobre a cadeia produtiva global de elementos essenciais à indústria eletrônica e à transição energética, hoje fortemente dominada pela China.

A informação foi confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA ao CNN Money, e o convite foi estendido a 54 países presentes às reuniões em Washington, incluindo o Brasil. Representantes da embaixada brasileira nos Estados Unidos participaram dos encontros em que os convites foram formalizados.

O principal objetivo declarado dos Estados Unidos com o novo bloco é reduzir a dependência global da China na produção de minerais críticos, como terras raras, lítio, manganês e cobre, utilizados na fabricação de eletrônicos, baterias para veículos elétricos, turbinas eólicas e outras tecnologias estratégicas. Isso ocorre em um contexto em que a China domina grande parte da cadeia, desde a mineração até o processamento e exportação desses recursos, gerando preocupação entre países ocidentais e aliados sobre riscos geopolíticos, precificação e concentração de oferta.

Autoridades americanas discutiram, entre possíveis ações a serem implementadas pelo bloco, a criação de parâmetros básicos para produção, mecanismos de referência de preços e pisos mínimos para determinados minerais, com o objetivo de oferecer previsibilidade a investidores e mitigar quedas abruptas de preços no mercado global.

Ainda que o convite tenha sido formalizado, integrantes do governo brasileiro avaliam a proposta com cautela. Fontes ouvidas pela imprensa indicam que o Executivo está analisando cuidadosamente os termos da iniciativa, incluindo eventuais condicionantes comerciais, possíveis impactos sobre a autonomia da política comercial brasileira e a necessidade de compatibilizar a participação no bloco com outros acordos e parcerias estratégicas em curso.

Especialistas ouvidos em análises sobre o tema consideram que o convite representa uma tentativa americana de organizar um contrapeso geopolítico à presença chinesa na produção de minerais críticos, caracterizando a iniciativa como uma ação que busca reduzir a concentração de mercado da China e estabelecer uma frente de países alinhados com interesses ocidentais nesse setor estratégico.

Até o momento, o governo brasileiro não anunciou formalmente se aceitará o convite ou quais ações específicas pretende adotar em relação à proposta de integração ao novo bloco comercial liderado pelos Estados Unidos.

Fonte: CNN

Gazeta de Varginha

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