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EUA pedem paz e respeito às instituições democráticas no Paraguai em meio à crise de Santiago Peña

há 59 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A Embaixada dos Estados Unidos no Paraguai publicou comunicado oficial nesta sexta-feira (6) pedindo paz e respeito às instituições democráticas do país, em meio à crise política e financeira que abalou o governo do presidente Santiago Peña. "Os Estados Unidos, amigo e aliado histórico do Paraguai, expressam sua solidariedade com o povo paraguaio. Incentivamos que autoridades e cidadãos mantenham a paz e respeitem as instituições", destacou o texto. A manifestação ocorre enquanto o Congresso discute renúncia e processo de impeachment do chefe de Estado, abalado pelo colapso do banco digital Ueno.

A crise teve início em 3 de novembro, quando o Banco Central determinou a liquidação do Ueno após constatar que o índice de solvência da instituição caiu abaixo do mínimo exigido. O banco, controlado pelo Grupo Vázquez, atendia 3 milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos — incluindo verbas públicas e do Instituto de Previdência Social, destinadas a aposentadorias. O vínculo direto: Santiago Peña foi acionista do grupo proprietário do banco até março de 2025, antes de assumir a Presidência em 2023.

A oposição acusa o presidente de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento pelo Banco Central. Durante sessão na Câmara, a deputada Rocío Vallejo foi incisiva: "Nunca antes alguém prejudicou 3 milhões de pessoas em um único dia — e o senhor conseguiu. O senhor é a origem desse monstro que criou". O processo de impeachment avançou na Câmara, e a renúncia anunciada por Peña ainda depende de homologação pelo Legislativo.

Em resposta, Peña prometeu que "os responsáveis responderão à Justiça sem exceções" e promulgou lei que agiliza a devolução dos valores aos poupadores. "Peço que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro", pediu. Os Estados Unidos, tradicional parceiro do Paraguai, não tomaram lado na disputa interna — ao invés disso, reforçaram a importância de que a saída da crise se dê dentro das regras democráticas. O que está em jogo não é apenas o destino de um governo, mas a estabilidade institucional de um país que busca respostas claras sobre o dinheiro que sumiu.

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