top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Mercado de defensivos agrícolas deve crescer 2,7% em 2027; concorrência chinesa redefine preços e disputa espaço com marcas tradicionais

há 1 hora
2 min de leitura
Reprodução
Reprodução
O mercado de defensivos agrícolas deve retomar o crescimento consistente em 2027, com movimentação estimada em US$ 20,9 bilhões — avanço de 2,7% sobre 2026, quando o setor cresceu apenas 1%, para US$ 20,4 bilhões. A projeção do Rabobank aponta que a recuperação será gradual e depende diretamente da melhora financeira dos produtores rurais, que reduziram aplicações nos últimos anos para equilibrar o caixa. Uma retomada mais ampla e sustentada deve se concretizar a partir da safra 2027/28, caso as margens se mantenham estáveis.

A melhora, porém, não será igual para todos. O cenário vem acompanhado de concorrência crescente de empresas chinesas, que ampliam a oferta de produtos pós-patente com preços mais baixos. O movimento altera a dinâmica de mercado: os produtores, mesmo com mais recursos, passaram a priorizar custo-benefício, favorecendo fornecedores de genéricos. A pressão não se restringe a defensivos — fabricantes chineses também avançam em máquinas e equipamentos agrícolas, redefinindo disputas em vários segmentos do agronegócio.

Os resultados das grandes empresas globais refletem a transformação. No terceiro trimestre de 2026: a Bayer registrou queda de 41,3% no Ebitda da divisão agrícola; a Basf teve recuo de 19,7% nas vendas do setor; a FMC apresentou prejuízo líquido de US$ 2,07 bilhões; e a Syngenta recuou 10% no faturamento. Parte desses resultados reflete a dificuldade de competir com produtos de menor preço e a necessidade de reestruturar portfólios. O setor ainda carrega efeitos da crise de estoques de 2024, que aprofundou a pressão sobre receitas.

O verdadeiro motor da recuperação está no bolso de quem produz. Para a safra 2026/27, estima-se margem operacional de 38% na soja e 46% no milho em Mato Grosso. A manutenção desses patamares é o que vai permitir a retomada dos investimentos em tecnologia e proteção das lavouras. Como resume o analista Bruno Fonseca: a melhora do setor começa no campo, não nas fábricas. Quando o produtor respira, o mercado cresce — mas agora com regras diferentes, onde preço e competitividade ditam o ritmo.

Comentários


bottom of page