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Terceira onda de ameaças de bomba atinge voos na Europa; nenhum artefato encontrado, mas continente alerta para "ataque híbrido coordenado"

há 49 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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Pela terceira vez nesta semana, uma onda de ameaças de bomba atingiu dezenas de voos em toda a Europa nesta sexta-feira (6). Ações semelhantes já haviam ocorrido na terça-feira (3) e na quinta-feira (5). Nenhum artefato explosivo foi encontrado em nenhuma das aeronaves, e todas pousaram em segurança — mas a repetição, a simultaneidade e o mesmo padrão de mensagens levantaram alerta máximo entre autoridades e especialistas em segurança. O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, classificou o cenário como "agressão híbrida e guerra psicológica".

Os incidentes se espalharam por vários países: na França, quatro aeronaves que sobrevoavam o território receberam ameaças e pousaram sem intercorrências; na Itália, um voo da Wizz Air de Praga para Roma foi desviado e pousou em Veneza; na República Tcheca, nove voos — cinco de partida e quatro de chegada — receberam alertas, sem cancelamentos; na Dinamarca, o aeroporto de Copenhague investigou ameaças, operando normalmente; voos com destino a Varsóvia também foram alvo. Em vários casos, caças foram acionados para escoltar ou interceptar aeronaves.

Especialistas avaliam que as ameaças apresentam características de ataque coordenado, embora não se descarte a ação de imitadores. A onda ocorre num contexto de crescente instabilidade: nos últimos dias, foram registrados atos de sabotagem contra subestações elétricas na Alemanha, instalações de defesa na região do Báltico, sistemas de refrigeração em supermercados na França e o aeroporto de Leipzig, na Alemanha. Muitas autoridades associam a campanha ao apoio europeu à Ucrânia, classificando-a como intervenção barata, de autoria difícil de provar e que não desencadeia resposta militar direta.

As mensagens enviadas citam o grupo "Male State", movimento antifeminista criado pelo blogueiro russo Vladislav Pozdnyakov e posteriormente proibido na Rússia. Ele, porém, negou qualquer envolvimento e afirmou que o grupo não existe mais. Nenhum país assumiu responsabilidade pelas ameaças. Enquanto a autoria não é confirmada, a Europa segue em estado de alerta: o recado das mensagens pode ser falso, mas a perturbação na ordem pública e na confiança nos sistemas de transporte é real — e é justamente esse o objetivo de uma guerra psicológica.

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