Ex-funcionário e grupo são alvos de operação por fraudes contábeis em associação pecuarista de Uberaba
12 de nov. de 2025
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Divulgação
PCMG deflagra operação “ABCZ” contra fraudes em associação pecuarista de Uberaba.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta terça-feira (11/11), a operação ABCZ, voltada ao combate a crimes de estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e associação criminosa. A ação ocorreu em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e teve como alvo um grupo suspeito de fraudar o sistema contábil de uma associação pecuarista sediada na cidade.
Cerca de 35 policiais civis cumpriram dez mandados de busca e apreensão expedidos contra o núcleo financeiro do grupo investigado. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, notebooks, pen drives, chips e outros equipamentos eletrônicos, que serão periciados pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da instituição.
Prejuízo milionário e bloqueio de bens
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Eduardo Garcia, a organização criminosa teria atuado entre 2024 e junho de 2025, causando prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão à associação.
“Descobrimos, ao longo das investigações, que essa organização criminosa atuou de forma sistemática, ocasionando expressivo dano financeiro à entidade”, afirmou o delegado.
Diante das evidências, a Justiça determinou o sequestro de bens, valores e direitos dos investigados, até o limite do montante apurado nas investigações.
Esquema contábil fraudulento
As apurações tiveram início em julho deste ano, após uma denúncia formalizada pelo setor jurídico da associação, que apresentou documentos contábeis e fiscais à equipe especializada da PCMG em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Conforme a Polícia Civil, um ex-funcionário do setor de contabilidade da associação teria identificado uma falha no sistema de conferência de notas fiscais e a utilizou para criar um esquema de desvio de recursos.
O grupo, segundo as investigações, constituía empresas de fachada para emitir notas fiscais frias, simulando a prestação de serviços já realizados. Assim, a associação realizava pagamentos duplicados, resultando no enriquecimento ilícito dos envolvidos.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes e a extensão total das fraudes.
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