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Explosão de pacote-bomba deixa oligarca ucraniano e outras duas pessoas feridos em Mônaco

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Um ataque com um pacote-bomba deixou três pessoas feridas na noite de segunda-feira (29) em Mônaco, entre elas o empresário e oligarca ucraniano Vadim Yermolaiev. O atentado ocorreu em um prédio residencial próximo à fronteira com a França e desencadeou uma grande operação policial no principado e em território francês.

A explosão aconteceu por volta das 21h no horário local, no saguão do edifício onde vivem as vítimas. Imagens de câmeras de segurança registraram um homem deixando uma mochila ou pacote na entrada do prédio e deixando o local pouco antes da detonação. O suspeito teria fugido em direção ao município francês de Beausoleil e segue sendo procurado pelas autoridades.

Além de Yermolaiev, uma mulher e um adolescente também ficaram feridos na explosão. Segundo autoridades locais e informações divulgadas pela imprensa europeia, os três seriam familiares do empresário. O homem foi estabilizado após receber atendimento médico, enquanto a mulher permanece em estado crítico, com risco de morte. O adolescente sofreu ferimentos menos graves.

O procurador de Mônaco, Stéphane Thibault, informou que o caso está sendo tratado como uma tentativa de homicídio. Até o momento, contudo, as autoridades afirmam que não há elementos que permitam classificar o episódio como terrorismo.

Investigadores acreditam que o artefato explosivo continha elementos metálicos, como parafusos e chumbinhos, o que aumentaria seu potencial destrutivo. Equipes especializadas em desarmamento de explosivos foram mobilizadas para atuar na área e recolher evidências que possam ajudar a identificar os responsáveis pelo ataque.

As forças de segurança de Mônaco e da França iniciaram uma operação conjunta para localizar o suspeito. A ação conta com dezenas de agentes, apoio aéreo e buscas em regiões próximas à fronteira entre os dois países.

Vadim Yermolaiev, nascido na Ucrânia e posteriormente naturalizado cipriota, vive em Mônaco há vários anos. O empresário foi alvo de sanções impostas pelo governo ucraniano em 2023 por, segundo autoridades de Kiev, manter negócios na Crimeia após a anexação do território pela Rússia.

O chefe de governo de Mônaco, Christophe Mirmand, classificou o episódio como um acontecimento sem precedentes no principado. Já o príncipe Albert II descreveu o atentado como um "crime atroz" e afirmou que o caso representa um choque para toda a comunidade local.

As autoridades ainda investigam a motivação do ataque e se outras pessoas ligadas ao empresário podem estar sob risco. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

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Gazeta de Varginha

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